Na minha vontade de sempre abraçar o mundo, encontrei, mesmo sem procurar, olhos que me buscavam. E assim começou, como sempre começam minhas histórias. Olhares...
Olhei atentamente para entender o que aqueles olhos tão distantes daquela realidade, queriam me dizer. Fui pacientemente escrava do tempo e pouco a pouco fui decifrando as atitudes sempre desmedidas que passavam desapercebido por quem apenas olhava e não enxergava. Prometi para mim mesma, da mesma forma sempre exagerada, de que abraçaria uma causa que não era a minha e que protegeria o que para mim sempre pareceu tão delicado. E fui criando um laço de uma certa ternura que maltratava no peito. Olhares perdidos me causam, sem que perceba, uma certa vontade de entender o que se passa dentro deles.
Fui virando o porto seguro, como eu sempre quis...Depositava nele minha segurança e os meus excessos. Dava a ele a oportunidade de ser querido e entender que é possível ser querido na nossa forma mais bruta. E isso foi brutal para que eu entendesse que eu protejo demais aquilo que me faz bem e que me protejo demais daquilo que um dia talvez me faça mal.
Assim passou o tempo. Eu sempre atenta, sem mais tentar, pois já entendia tudo que aquele olhar queria me passar. Mas meus momentos de distração, me enganam e me trazem uma segurança que as vezes não condiz com a realidade. E dessa forma quase sem querer, fui pouco a pouco perdendo espaço. E quando percebi que iria ter que batalhar muito para tentar, quem sabe, fazer a diferença, sai de cena.
Sempre o encontro, passando pela rua ou sentado na porta de casa. O observo e já não tenho vontade de enxergar. É um olhar que maltrata, que me maltrata. Porque vejo ali que desisti e eu não queria ter desistido, mas é fraca essa minha vontade de sempre abraçar tudo e a todos tão fortemente.
Quando passo por ele e dou as costas uma palavra me enreda. "Desculpa". Talvez eu tenha feito a diferença, tenha mostrado um mundo melhor do que esse que cheira a cigarro barato. O fato é que nunca vou saber se eu pude minimamente ajuda-lo a entender que o mundo é muito melhor do que essa realidade forçada que nos fazem acreditar.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Devagarinho saiu de cena. Sou atriz de meus sentimentos. Sem pedir que me esqueça vou buscando novos grandes amores. Eu ja reservei meu espaço nas suas vontades guardadas. Te jogo fora para ter novamente o que procurar. Não se preocupe tenho um encontro secreto com suas lembranças.
Quanto tempo vai demorar para a gente aceitar que funciono na base da saudade?
Do que você fala quando você me diz tudo que corre solto no seu pensar? Tenta entrar aqui dentro para sentir o que é o tédio de mais uma história repetida. Uma voz nova não sai da minha cabeça. Finjo não escutar que preciso viver, e não mais apenas passar. Deixa a passagem para o tempo. Já entendi que com ele não posso brigar.
Continuo igual. Do jeito sem jeito de menina deixada no portão. Com a frase martelando minha lembrança. " Não é a última vez." E nunca será. Porque nas minhas histórias sempre repetidas não há espaço para ponto final.
Quanto tempo vai demorar para a gente aceitar que funciono na base da saudade?
Do que você fala quando você me diz tudo que corre solto no seu pensar? Tenta entrar aqui dentro para sentir o que é o tédio de mais uma história repetida. Uma voz nova não sai da minha cabeça. Finjo não escutar que preciso viver, e não mais apenas passar. Deixa a passagem para o tempo. Já entendi que com ele não posso brigar.
Continuo igual. Do jeito sem jeito de menina deixada no portão. Com a frase martelando minha lembrança. " Não é a última vez." E nunca será. Porque nas minhas histórias sempre repetidas não há espaço para ponto final.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Dentro de mim vive um pássaro que quer ser livre. Ele se esconde na minha sombra e eu finjo que não percebo que aprisiono algo aqui dentro. Meu caso não tem solução. Sou esse pássaro engaiolado que não canta. Sou bicho que não conhece ainda o lugar em que quer estar.
Não sei olhar para trás quando escolho um novo caminho, talvez esse seja meu medo, escolher um novo caminho e não saber ou não querer voltar. Meu instinto é grosseiro.
Sou feita de sensações e o que morreu não me faz sentir. Há quatro anos voltei para o lugar em que todos diziam que eu deveria estar. Fiz de tudo para pertencer. Busquei em outras pessoas o motivo para a minha decisão de finalmente ficar. Não encontrei...Preciso de gente que faça voar, como eu sempre quis. Não era preciso me dar asas, muito menos me acompanhar no vôo. Só era preciso ser meu chão quando quisesse pousar. Não achei ninguém que não me limitasse. Eu não caibo nos limites a não ser no limite de um abraço bem apertado.
Sempre achei que criar laços me aprisionaria, me transformaria naquilo que eu não gosto de ver no outro. Ingênuo engano. É nos laços bem apertados que eu encontro a razão para ir e vir, sabendo que não importa a direção, o laço continuará lá, firme.
Passo em frente a casa das minhas descobertas e percebo que esqueci o que aprendi. Preciso me encontrar e eu me encontro totalmente alheia a isso tudo. Meu temperamento arisco me faz caminhar.
Dentro de mim cresce uma vontade que já não consigo conter. Meu coração explode em ritmo descompaçado. Minha música corre solta. Deixo meus rastros na esperança de alguém conseguir me acompanhar.
Minhas cicatrizes servem de mapa para que desvendem meu corpo. Para que descubram, enquanto ainda não sei quem sou.
Minhas relações tem prazo de validade e se mudo tanto a todo instante é para salvar o que eu sinto. Já não sei o que mudar, desconheço novas formas de recomeçar.
Dentro de mim habita esse pássaro sem asas que já não reconhece seu vôo. Como se desatam os nós de laços que se desfizeram?
Quando pensei que precisava só de um chão para descançar das minhas idas sem rumo, não imaginava que, talvez, as minhas idas sem rumo acompanhadas de alguém, me levassem ao lugar que me aquiete.
Sem nomes, sem regras, são assim os caminhos que quero seguir. É assim que quero ser, sem precisar explicar, sem ter a necessidade de engaiolar. Não pertenço a nada e isso me faz pertencer a tudo. Sou tudo e posso depois ser nada. Depende dos olhos de quem me ve passar voando.
Não sei olhar para trás quando escolho um novo caminho, talvez esse seja meu medo, escolher um novo caminho e não saber ou não querer voltar. Meu instinto é grosseiro.
Sou feita de sensações e o que morreu não me faz sentir. Há quatro anos voltei para o lugar em que todos diziam que eu deveria estar. Fiz de tudo para pertencer. Busquei em outras pessoas o motivo para a minha decisão de finalmente ficar. Não encontrei...Preciso de gente que faça voar, como eu sempre quis. Não era preciso me dar asas, muito menos me acompanhar no vôo. Só era preciso ser meu chão quando quisesse pousar. Não achei ninguém que não me limitasse. Eu não caibo nos limites a não ser no limite de um abraço bem apertado.
Sempre achei que criar laços me aprisionaria, me transformaria naquilo que eu não gosto de ver no outro. Ingênuo engano. É nos laços bem apertados que eu encontro a razão para ir e vir, sabendo que não importa a direção, o laço continuará lá, firme.
Passo em frente a casa das minhas descobertas e percebo que esqueci o que aprendi. Preciso me encontrar e eu me encontro totalmente alheia a isso tudo. Meu temperamento arisco me faz caminhar.
Dentro de mim cresce uma vontade que já não consigo conter. Meu coração explode em ritmo descompaçado. Minha música corre solta. Deixo meus rastros na esperança de alguém conseguir me acompanhar.
Minhas cicatrizes servem de mapa para que desvendem meu corpo. Para que descubram, enquanto ainda não sei quem sou.
Minhas relações tem prazo de validade e se mudo tanto a todo instante é para salvar o que eu sinto. Já não sei o que mudar, desconheço novas formas de recomeçar.
Dentro de mim habita esse pássaro sem asas que já não reconhece seu vôo. Como se desatam os nós de laços que se desfizeram?
Quando pensei que precisava só de um chão para descançar das minhas idas sem rumo, não imaginava que, talvez, as minhas idas sem rumo acompanhadas de alguém, me levassem ao lugar que me aquiete.
Sem nomes, sem regras, são assim os caminhos que quero seguir. É assim que quero ser, sem precisar explicar, sem ter a necessidade de engaiolar. Não pertenço a nada e isso me faz pertencer a tudo. Sou tudo e posso depois ser nada. Depende dos olhos de quem me ve passar voando.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Que a vida é a arte do encontro não posso negar. O fato é que passamos a nossa vida nos encontrando com uma quantidade infinita de gente. Hoje ao tentar dormir, me deparei com aquela saudade escondida que aparece apenas quando o sono não chega. Quanta gente passa pelo nosso caminho? Quantas cruzam nosso destino sem pedir permissão e vão ficando, ficando até se tornarem tão essenciais e importantes que fica impossível tira-las de nosso futuro?
Pois é...E embora haja a necessidade do encontro, o desencontro é fatal. E embora tentemos sempre seguir ao lado de quem gostamos é egoismo tentar manter tudo sempre da mesma forma. Mudar assusta e dizer tchau e encerrar conversas que nao tem mais gostinho de quero mais, machuca. Como é dolorido o desencontro, mas como é feliz o doce encontro.
Tenho tido longos encontros que deixam ainda mais dolorido os desencontros que vem sem ao menos a gente perceber. Acontece que escolhemos tanta coisa o tempo todo que vai escapando do nosso controle ter tudo sempre ali. E é preciso optar...Odeio despedidas. Mas quem é que gosta de dizer adeus ao que faz bem? Doi...Doi muito, mas acredito que doa mais saber que a gente se acostuma...E que cedo ou tarde vai ficando esquecido no fundo da nossa saudade aquilo que era fundamental antes.
Como é difícil escolher...Olhar para trás e saber que se foi feliz e mesmo assim largar mão de tudo isso por algo novo, por uma nova experiencia, por um frio na barriga que já não existia mais.
Sabe, é estranho como tudo toma um rumo que escapa de nossas mãos fazer grandes planos. Meu plano era nunca ter plano algum. Planejei isso tão bem que acabo sempre perdida entre meus desejos, minhas vontades e meus sentimentos que, nao aceitam seguir a ordem natural das coisas. Eu queria não ter que me despedir. Eu queria que fosse quase sem querer essa coisa que faz com que tudo mude tão rápido. Parece que o tempo, como sempre, brinca comigo.
Não me deixem saber que é a última vez. Que amanhã o que estava hoje aqui ao meu lado já não estará mais. Nao aceito, nao quero e não acredito em despedidas.
Pois é...E embora haja a necessidade do encontro, o desencontro é fatal. E embora tentemos sempre seguir ao lado de quem gostamos é egoismo tentar manter tudo sempre da mesma forma. Mudar assusta e dizer tchau e encerrar conversas que nao tem mais gostinho de quero mais, machuca. Como é dolorido o desencontro, mas como é feliz o doce encontro.
Tenho tido longos encontros que deixam ainda mais dolorido os desencontros que vem sem ao menos a gente perceber. Acontece que escolhemos tanta coisa o tempo todo que vai escapando do nosso controle ter tudo sempre ali. E é preciso optar...Odeio despedidas. Mas quem é que gosta de dizer adeus ao que faz bem? Doi...Doi muito, mas acredito que doa mais saber que a gente se acostuma...E que cedo ou tarde vai ficando esquecido no fundo da nossa saudade aquilo que era fundamental antes.
Como é difícil escolher...Olhar para trás e saber que se foi feliz e mesmo assim largar mão de tudo isso por algo novo, por uma nova experiencia, por um frio na barriga que já não existia mais.
Sabe, é estranho como tudo toma um rumo que escapa de nossas mãos fazer grandes planos. Meu plano era nunca ter plano algum. Planejei isso tão bem que acabo sempre perdida entre meus desejos, minhas vontades e meus sentimentos que, nao aceitam seguir a ordem natural das coisas. Eu queria não ter que me despedir. Eu queria que fosse quase sem querer essa coisa que faz com que tudo mude tão rápido. Parece que o tempo, como sempre, brinca comigo.
Não me deixem saber que é a última vez. Que amanhã o que estava hoje aqui ao meu lado já não estará mais. Nao aceito, nao quero e não acredito em despedidas.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Quantas coisas a gente pode encontrar dentro do olho de algumas pessoas?
Quanto sentimento cabe ali dentro?
Quantas vontades guardadas?
Quantas verdades não ditas...Eu gosto de desvendar olhares, mas gosto ainda mais de olhos que se atraem e que dizem mais do que palavras soltas. Gosto de quem me entende pelo olhar e de quem me desvenda só ao me observar.
Existem sentimentos que se acabam entre o partir e o ficar. E nos lábios? O que é que atrai tanto uma boca a encontrar a outra que se encaixe?
Bocas que dizem palavras repartidas e que beijam vontades que já não tem razão de ficarem escondidas. Lábios que soltam sorrisos de sim! De mais...Encontro de bocas que querem compartilhar segredos, sensações. Não é preciso que haja sentido, mas que todos sentidos se compreendam. Como fazer para esquecer a voz que hora ou outra entra em nossos pensamentos, nos fazendo lembrar sempre de palavras ditas que fizeram história?
Me disseram uma vez que é preciso saber quando temos que parar. E assim deixarei escapar os olhares, os beijos e os sussurros. E esse meu ciumento coração terá que aprender que não pertenço a nada e que ninguém me pertence. É que eu só sei que quero quando me lembro e eu só me lembro em momentos de desatenção em que provo para mim mesma que ainda não estou pronta para escapar...
Quanto sentimento cabe ali dentro?
Quantas vontades guardadas?
Quantas verdades não ditas...Eu gosto de desvendar olhares, mas gosto ainda mais de olhos que se atraem e que dizem mais do que palavras soltas. Gosto de quem me entende pelo olhar e de quem me desvenda só ao me observar.
Existem sentimentos que se acabam entre o partir e o ficar. E nos lábios? O que é que atrai tanto uma boca a encontrar a outra que se encaixe?
Bocas que dizem palavras repartidas e que beijam vontades que já não tem razão de ficarem escondidas. Lábios que soltam sorrisos de sim! De mais...Encontro de bocas que querem compartilhar segredos, sensações. Não é preciso que haja sentido, mas que todos sentidos se compreendam. Como fazer para esquecer a voz que hora ou outra entra em nossos pensamentos, nos fazendo lembrar sempre de palavras ditas que fizeram história?
Me disseram uma vez que é preciso saber quando temos que parar. E assim deixarei escapar os olhares, os beijos e os sussurros. E esse meu ciumento coração terá que aprender que não pertenço a nada e que ninguém me pertence. É que eu só sei que quero quando me lembro e eu só me lembro em momentos de desatenção em que provo para mim mesma que ainda não estou pronta para escapar...
Eu sou errada. Nos mínimos detalhes eu sou errada. Gosto do ritmo errado e não consigo querer o que não é complicado. Vou embora quando é para ficar e fico quando já não tem mais o que cativar. Eu poderia ser diferente, mas eu sempre volto a minha forma errada de ser. Sem planos, o que eu quero não cabe no papel. E as vezes eu sinto tanto, mas tanto por não ser igual que me perco em contradições sem sentido. Eu não sei agradar. Me anulo para que não percebam que eu nunca serei o que esperam de mim. Não dá certo porque no certo não me entendo. E sobra tanto, mas tanto silêncio que acabo escutando apenas meus pensamentos.
O que eu quero é não surpreender pelo meu modo nada correto de tentar ser correta. A minha ansiedade de sempre seguir adiante não me faz ver que eu venho esperando...e eu que sempre desisto na primeira nova forma de começar, descobri que do que eu realmente gosto eu não desisto. Não sei quebrar barreiras sem machucar quem está a minha volta. Eu posso ir longe, muito longe, mas eu só volto para aquilo que me conquista! Se não tem saudade não tem porque existir. Eu preciso tanto da distância quanto da presença para me preencher.
As vezes a gente acha que já não sente mais a perda, porque já não sente mais a mesma coisa. E de repente vem aquele pensamento que já parecia adormecido. Eu não gostava tanto assim. Sou diferente e não me aceito, porque jogam na minha cara o tempo todo que ser do jeito que eu sou não é o suficiente. Realmente, o que eu sou não satisfaz a necessidade dos outros. Eu não me encaixo, mas é tão injusto desistir de mim.
O que eu quero é não surpreender pelo meu modo nada correto de tentar ser correta. A minha ansiedade de sempre seguir adiante não me faz ver que eu venho esperando...e eu que sempre desisto na primeira nova forma de começar, descobri que do que eu realmente gosto eu não desisto. Não sei quebrar barreiras sem machucar quem está a minha volta. Eu posso ir longe, muito longe, mas eu só volto para aquilo que me conquista! Se não tem saudade não tem porque existir. Eu preciso tanto da distância quanto da presença para me preencher.
As vezes a gente acha que já não sente mais a perda, porque já não sente mais a mesma coisa. E de repente vem aquele pensamento que já parecia adormecido. Eu não gostava tanto assim. Sou diferente e não me aceito, porque jogam na minha cara o tempo todo que ser do jeito que eu sou não é o suficiente. Realmente, o que eu sou não satisfaz a necessidade dos outros. Eu não me encaixo, mas é tão injusto desistir de mim.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
E a gente vai pouco a pouco saindo. Sem se dar conta da grande farsa que é esse "até breve". Finge que amanhã tudo vai voltar a ser como sempre foi e dessa forma, não é preciso dizer adeus.
Sem que se perceba fecha-se a porta de uma grande história e começa outra, mas sempre com a esperança de que seja passageira essa vontade de mudar. Mente para si própria, com aquele pensamento que não sai da cabeça. "Eu ainda volto". Mas não volta...
Quando o amanhã finalmente chega a minha vontade de ficar foi embora. Nas minhas insonias eu não durmo, para não mudar, sem querer, de querer...
Eu só sei ser livre. Todo mundo quer ser livre, mas essa liberdade é tão assustadora...O que é que eu faço com o mundo inteiro nas minhas mãos? Não me dêem a chance de escolher...Eu decido o que é contra o que todo mundo espera que eu faça.
Quero ser presente. O passado e o futuro não me pertencem mais. E agora, no presente, eu não pertenço a nada. Não consigo sentir sem agir. A ação faz parte do meu sentimento e seria contrária a minha vontade ficar estagnada apenas sentindo. Tudo que penso, falo. Já não sou aquilo que sentia. Não sei por fim, porque essa palavra me limita e eu quero o infinito de possibilidades. O que é que me prende? Parem de prender meus gestos, minhas palavras, meu jeito desajeitado de querer o que ninguém pode ter. Aceitem apenas que não sei prender a minha vontade e ela me escapa sem que eu me de conta. O que ontem me cativava, hoje se faz lembrança que já não existe.
Não me sufuquem com a ausencia e nem com presenças. Aqui dentro cresce pouco a pouco uma história sem passado. Me dêem de presente apenas o presente. É dele que espero e é nele que me apego. Em troca te dou o momento. Sou o segundo que poe tudo a perder. Não quero me perder. Não me levem tão a sério. Premedito muitas vezes histórias e não sei escrever com mais gente. Preciso sentir, mas não posso fingir que sinto o que já não cabe em mim.
Tenho muito medo. Medo de sentir saudade. Eu não sei explicar,mas quando dei por mim estava aqui parada sem vontade alguma, jogando fora palavras que já não tem razão de serem soltas. Deixa eu me jogar? Não aguento mais as limitações que me impõem. Não dá para viver com medo e eu preciso da novidade o tempo todo. Não precisa ser novo, basta não ser sempre.
Sem que se perceba fecha-se a porta de uma grande história e começa outra, mas sempre com a esperança de que seja passageira essa vontade de mudar. Mente para si própria, com aquele pensamento que não sai da cabeça. "Eu ainda volto". Mas não volta...
Quando o amanhã finalmente chega a minha vontade de ficar foi embora. Nas minhas insonias eu não durmo, para não mudar, sem querer, de querer...
Eu só sei ser livre. Todo mundo quer ser livre, mas essa liberdade é tão assustadora...O que é que eu faço com o mundo inteiro nas minhas mãos? Não me dêem a chance de escolher...Eu decido o que é contra o que todo mundo espera que eu faça.
Quero ser presente. O passado e o futuro não me pertencem mais. E agora, no presente, eu não pertenço a nada. Não consigo sentir sem agir. A ação faz parte do meu sentimento e seria contrária a minha vontade ficar estagnada apenas sentindo. Tudo que penso, falo. Já não sou aquilo que sentia. Não sei por fim, porque essa palavra me limita e eu quero o infinito de possibilidades. O que é que me prende? Parem de prender meus gestos, minhas palavras, meu jeito desajeitado de querer o que ninguém pode ter. Aceitem apenas que não sei prender a minha vontade e ela me escapa sem que eu me de conta. O que ontem me cativava, hoje se faz lembrança que já não existe.
Não me sufuquem com a ausencia e nem com presenças. Aqui dentro cresce pouco a pouco uma história sem passado. Me dêem de presente apenas o presente. É dele que espero e é nele que me apego. Em troca te dou o momento. Sou o segundo que poe tudo a perder. Não quero me perder. Não me levem tão a sério. Premedito muitas vezes histórias e não sei escrever com mais gente. Preciso sentir, mas não posso fingir que sinto o que já não cabe em mim.
Tenho muito medo. Medo de sentir saudade. Eu não sei explicar,mas quando dei por mim estava aqui parada sem vontade alguma, jogando fora palavras que já não tem razão de serem soltas. Deixa eu me jogar? Não aguento mais as limitações que me impõem. Não dá para viver com medo e eu preciso da novidade o tempo todo. Não precisa ser novo, basta não ser sempre.
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