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domingo, 3 de abril de 2011
Certo dia me perguntaram se eu tinha medo de perder o que a gente construiu, mesmo sem querer. Não, não tenho medo! Não se perde algo que é nosso por natureza. E este sentimento é meu! Não vou perde-lo nem tão pouco esconde-lo no fundo de uma gaveta empoeirada. Gosto de mante-lo sempre aqui perto de mim. Vivo. Não nasci para ser coadjovante de outra história. Sou protagonista. Então, por favor não misture nossa história com outra. Não é desta parte da sua vida que pertenço. Na verdade não pertenço a nada nem a ninguém e é isso que me aproxima mais ainda de você.
Amor inventado
Estou tentando encontrar dentro de mim a mesma paixão que eu tinha aos meus 16 anos. E no meio da bagunça das minhas lembranças encontrei uma carta de despedida...(Será que ele ainda tem ela?) Ai vai um trecho dessa carta de amor desesperado: "Parece que foi ontem que batia o sinal para o início das aulas do ano de 2002. No meio de tanta gente nova que eu nunca havia visto na minha vida, meus olhos encontraram um rapaz de cara fechada e olhar misterioso e desde então muita coisa aconteceu na minha vida. Já se passaram alguns anos desde a primeira vez que eu vi esse cara que gentilmente e timidamente pegou meu brinco perdido no meio daquele novo colégio. E esse menino que eu me apaixonei virou homem e vai seguir um rumo muito diferente do meu. Como eu quis parar todos os momentos que passamos juntos, como eu queria ter sido inesquecivel. Agora tudo que passamos juntos se tornou apenas lembranças, lembranças felizes de um passado querido que nunca mais voltará. Tivemos várias chances de tornar esse amor inventado em real, mas todas as tentativas foram frustadas. Tudo ficou guardado dentro de mim, tanto os momentos bons quanto os ruins. Ele era a saudade que eu gostava de ter. A confiança que eu sempre tive nele. A raiva que eu sentia quando pensavamos igual e eu só para discutir falava que não concordava. O fato dele saber quando era para me levar a sério e quando não era. A forma como o corpo dele conseguia me envolver com facilidade. Quando se está apaixonada tudo é perfeito e ele era perfeito. Não começou, por este motivo não teve um fim. Tiveram várias interrupções mais nunca um adeus ou um último beijo. Quantas vezes eu me perguntei o por que daquela vontade louca..." E a carta acaba assim...acho que eu entreguei a ele com um final mais bonitinho. Essa maldita mania de amores inventados que me alucina e fascina!
Moldes
Não busco ser exemplo de nada. Sinto muito mas não me encaixo a nenhum desses moldes e eu tento, juro que tento. Mas essas malditas formas são restritas demais para mim...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Paciência
Eu queria ter a capacidade de me conformar com o que acontece. Eu sei que eu tenho muitas vezes o dom de esquecer tudo que me faz mal. Qual das duas será pior? Sinceramente eu não sei... Amo o que eu faço, mas odeio não poder mudar muita coisa do que eu vejo. Talvez eu esteja sendo prepotente em achar que posso mudar, mas eu não consigo me acostumar com certas injustiças da vida. Essa malditas frases cliches que tentam me confortar do tipo: " A realidade é assim mesmo temos que aceitar" ou "Você não pode se envolver se não você vai ficar doente" não me confortam apenas adoecem ainda mais a minha alma e me faz sentir impotente diante a esse mundo tantas vezes cruel. Essa realidade esfrega na cara de crianças iniciando sua vida que os sonhos delas vão ficar só nos travesseiros... Que realidade é esta que afasta pessoas? E que mundo é esse que assiste mas não enxerga ? Dedico este meu texto a um querido aluno meu que não participará mais das aulas que me fazem ficar encantada pela humanidade. Espero do fundo do meu coração que ele não desista de seus sonhos e que entenda que a realidade que muitos impões para nós pode ser mudada. E quanto aqueles que me pedem para ter paciencia....eu finjo te-la.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Lua cheia. Ela faz um pedido...fecha os olhos e sente o cheiro da esperança invadir seu corpo já molhado pela chuva que cai incansavelmente...
Sente frio...então ela descobre ser observada e seu corpo todo aquece.
Será que seu desejo se realizara tão rapidamente?
Devagar ela foi querendo...
Ele entäo a toca e seu corpo desmancha como as gotas de chuva que caem no chäo.
Abre um sorriso de quem quer mais. E olhos se encontram. Se assuta. é dificil controlar a vontade do louco querer!
os olhos dele desviam e agora olham os lábios da mulher que esboçam as palavras näo ditas.
Corpos se aproximam...e foi inevitável! Labios roçaram e corpos se tocaram. Um beijo aconteceu.
Ele disse já volto e ela antes de deixa-lo partir contornou os lábios deles com os dedos tremulos. Ele diz com a voz rouca " você não deveria ter feito isso" e lhe dá um longo beijo. Olhos se fecham e corpos se deixam tocar!
Ele parte ela fica...
Ele volta ela o espera!
Sente frio...então ela descobre ser observada e seu corpo todo aquece.
Será que seu desejo se realizara tão rapidamente?
Devagar ela foi querendo...
Ele entäo a toca e seu corpo desmancha como as gotas de chuva que caem no chäo.
Abre um sorriso de quem quer mais. E olhos se encontram. Se assuta. é dificil controlar a vontade do louco querer!
os olhos dele desviam e agora olham os lábios da mulher que esboçam as palavras näo ditas.
Corpos se aproximam...e foi inevitável! Labios roçaram e corpos se tocaram. Um beijo aconteceu.
Ele disse já volto e ela antes de deixa-lo partir contornou os lábios deles com os dedos tremulos. Ele diz com a voz rouca " você não deveria ter feito isso" e lhe dá um longo beijo. Olhos se fecham e corpos se deixam tocar!
Ele parte ela fica...
Ele volta ela o espera!
quarta-feira, 9 de março de 2011
4ª feira de cinzas
Minha vida é uma quarta feira de cinzas. Vivo da lembrança do que foi meu carnaval.
Acordo com a ressaca da lembrança.
E agora, em meu peito, uma batida de samba em agonia.
Penduro minha fantasia e retiro minha máscara.
Em minha cama, confetes da calçada. Por que este meu amor não resiste a quarta feira de cinzas?
Vivo na escuridão, onde escuto vozes, gritos e algumas vezes...gargalhadas.
Me sinto suja. Vejo ao meu redor as serpentinas do que foi a minha vida.
Hoje sou mais um samba que não deu certo. O salão está vazio.
Me alimento da saudade dos segundos de frio na barriga. Tento me prender a momentos que façam viver.
O único problema é que eu não sei esperar...
Acordo com a ressaca da lembrança.
E agora, em meu peito, uma batida de samba em agonia.
Penduro minha fantasia e retiro minha máscara.
Em minha cama, confetes da calçada. Por que este meu amor não resiste a quarta feira de cinzas?
Vivo na escuridão, onde escuto vozes, gritos e algumas vezes...gargalhadas.
Me sinto suja. Vejo ao meu redor as serpentinas do que foi a minha vida.
Hoje sou mais um samba que não deu certo. O salão está vazio.
Me alimento da saudade dos segundos de frio na barriga. Tento me prender a momentos que façam viver.
O único problema é que eu não sei esperar...
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