Não quero falar sobre o que sinto...Quero respirar, quero viver. E me vejo falando da boca para fora coisas que ninguém entenderia. Coisas que não quero que entendam.
Durmo em horários estranhos e acordo de madrugada para procurar no silêncio as minhas vontades adormecidas. É tão difícil colocar um fim...Mudar o rumo.
Gosto de corpos que conversam e me vejo de repente muda, calada e meu corpo traindo meu querer.
Derrubar paredes é isso que quero, é isso que faço. De admiração eu estou cheia.
Era uma vez alguém que parava os ponteiros dos relógios. Que não chegava na hora marcada e que desarrumava e confundia...
Era uma vez alguém que me contou um segredo; que não era preciso ter medo. Que ele continuaria ali, mesmo eu não sabendo.
Era uma vez alguém que revelou os sintomas que explodiam dentro de mim...Ele veio pedir para eu reparar bem. Me segurou para eu não sair correndo. Me soltou para eu não fugir. Me assustou e me revelou. Fez pausa, fez canção...
O que se faz com uma história? Se conta incansavelmente para que ela não se perca, ou se guarda para que ela não se vá...
Raptaram meu destino...Posso até adivinhar o caminho que escolheram. Fecho os olhos, o que eu quero é beber da doçura de um beijo sem fim. Enlaço em um abraço que se transforma no melhor lugar do mundo. No seu peito fazendo batuque na tentativa de me acolher. Acolho, escolho, me faço pequena. É silêncio, é respiração contida.
Feche os olhos então, meu escuro é você. Faz fronteira e invadi sem anunciar e passa sem que note a falta que faz quando tudo fica mudo. O que se encontra é o que te satisfaz.
Fingiram ser o que não eram, sorriram em forma de falsa paz...Transformaram a história em notícia e a saudade trouxe despedida.
Era uma vez uma história sem começo...Com seu ritmo lento, desacertado....
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quarta-feira, 14 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Chego em casa...Cadê? No lugar em que ele costumava ficar está apenas o vazio. Minha reação é até um pouco fora da realidade para quem ve de fora. Não, não estou falando de alguém querido que se foi. Estou falando de uma coisa querida que se foi, apenas um carro.
Então, como explicar a sensação que senti ao escutar a notícia seca, sem sentimento algum de que ele havia ido embora.
Meus olhos se encheram de lágrimas e sem que eu conseguisse controlar as gotas salgadas invadiram meu rosto..."Você é doente". Este foi o consolo de meu pai. Afinal, é apenas um carro, um objeto e eu não nego que seja isso. É um objeto, um objeto simbólico de tanta coisa...Novamente meu pai não aceita a minha explicação para o choro contido e com sua sensibilidade aflorada responde; "Você é descontrolada". E me entrega uma sacolinha impessoal com todas as coisas pessoais que guardava dentro daquele meu companheiro...Meu pai já sem paciência para o drama vai saindo de cena...Consigo ainda falar "Mas eu nem me despedi dele". Nessa hora meu pai já largou mão de escutar meus lamentos e volta para o seu futebol de quarta-feira.
Perco até a vontade de saber qualquer placar, pego a minha sacolinha com tudo que juntei durante anos e me fecho no quarto.
O que é que está acontecendo comigo? Não tenho nem coragem de ver o que restou dele. Dou uma espiadinha na sacolinha e vejo meu caderno de anotações, aquele companheiro de trânsito lento, que em momentos de inspiração me ajudou tanto. Está ali...jogado, largado.
Tento me acalmar, afinal, é só um carro. Obviamente isso não me acalma. Que importa que seja só um carro? Me importa o que eu vivi com ele, dentro dele ou fora..não sei... Só sei que minhas lembranças eu não coloco assim a venda e sinceramente elas valem muito mais...
A nostalgia vai tomando conta de mim. Me vem na cabeça a primeira raspadinha na garagem, a primeira batida violenta na avenida. É até que ele me aguentou bastante. Os lugares que fui, as caronas que dei, as fugidas, as músicas que pediam para que eu abrisse a janela e deixasse o vento entrar. Os caminhos que ele já sabia de cor...Bobagens, apenas bobagens..Mas quando dou por mim, lá estou eu, novamente olhando o espaço vazio na garagem. E as imagens aparecem me dando susto, vem sem pedir licença e me dão soquinhos na boca do estômago. Aparecem como em filmes as cenas dos primeiros beijos, dos últimos beijos, dos abraços de chegadas e de partidas...O nó na garganta vai se apertando, me vem uma saudade, uma vontade de que as coisas não mudem e de que o tempo não passe.
Dá para esperar um pouquinho? Eu preciso de tempo, não sou boa para despedidas...
Pego um CD com o título obvio de "CD carro" e coloco para tocar. Aí é tortura com meu pobre coraçãozinho que se fragiliza facilmente. Escuto, escuto minha voz de ontem, meus amores do passado, alguns ainda presentes, minhas amizades conquistadas, meus medos, minhas vontades. Aquela sacolinha entregue com tanto desdem vira meu tesouro...
Que estranha essa minha mania de colocar sentimentos em tudo. Me sinto culpada, será que esse meu parceiro não se sentiu usado? Mas que bobagem, é apenas um carro, apenas um carro..Mas, eu não tive a chance de me explicar...Que bobagem...é apenas um carro. É, eu sei disso, mas também sei que não é fácil assim de se desfazer de lembranças e isso, isso não é bobagem.
Então, como explicar a sensação que senti ao escutar a notícia seca, sem sentimento algum de que ele havia ido embora.
Meus olhos se encheram de lágrimas e sem que eu conseguisse controlar as gotas salgadas invadiram meu rosto..."Você é doente". Este foi o consolo de meu pai. Afinal, é apenas um carro, um objeto e eu não nego que seja isso. É um objeto, um objeto simbólico de tanta coisa...Novamente meu pai não aceita a minha explicação para o choro contido e com sua sensibilidade aflorada responde; "Você é descontrolada". E me entrega uma sacolinha impessoal com todas as coisas pessoais que guardava dentro daquele meu companheiro...Meu pai já sem paciência para o drama vai saindo de cena...Consigo ainda falar "Mas eu nem me despedi dele". Nessa hora meu pai já largou mão de escutar meus lamentos e volta para o seu futebol de quarta-feira.
Perco até a vontade de saber qualquer placar, pego a minha sacolinha com tudo que juntei durante anos e me fecho no quarto.
O que é que está acontecendo comigo? Não tenho nem coragem de ver o que restou dele. Dou uma espiadinha na sacolinha e vejo meu caderno de anotações, aquele companheiro de trânsito lento, que em momentos de inspiração me ajudou tanto. Está ali...jogado, largado.
Tento me acalmar, afinal, é só um carro. Obviamente isso não me acalma. Que importa que seja só um carro? Me importa o que eu vivi com ele, dentro dele ou fora..não sei... Só sei que minhas lembranças eu não coloco assim a venda e sinceramente elas valem muito mais...
A nostalgia vai tomando conta de mim. Me vem na cabeça a primeira raspadinha na garagem, a primeira batida violenta na avenida. É até que ele me aguentou bastante. Os lugares que fui, as caronas que dei, as fugidas, as músicas que pediam para que eu abrisse a janela e deixasse o vento entrar. Os caminhos que ele já sabia de cor...Bobagens, apenas bobagens..Mas quando dou por mim, lá estou eu, novamente olhando o espaço vazio na garagem. E as imagens aparecem me dando susto, vem sem pedir licença e me dão soquinhos na boca do estômago. Aparecem como em filmes as cenas dos primeiros beijos, dos últimos beijos, dos abraços de chegadas e de partidas...O nó na garganta vai se apertando, me vem uma saudade, uma vontade de que as coisas não mudem e de que o tempo não passe.
Dá para esperar um pouquinho? Eu preciso de tempo, não sou boa para despedidas...
Pego um CD com o título obvio de "CD carro" e coloco para tocar. Aí é tortura com meu pobre coraçãozinho que se fragiliza facilmente. Escuto, escuto minha voz de ontem, meus amores do passado, alguns ainda presentes, minhas amizades conquistadas, meus medos, minhas vontades. Aquela sacolinha entregue com tanto desdem vira meu tesouro...
Que estranha essa minha mania de colocar sentimentos em tudo. Me sinto culpada, será que esse meu parceiro não se sentiu usado? Mas que bobagem, é apenas um carro, apenas um carro..Mas, eu não tive a chance de me explicar...Que bobagem...é apenas um carro. É, eu sei disso, mas também sei que não é fácil assim de se desfazer de lembranças e isso, isso não é bobagem.
terça-feira, 6 de março de 2012
Minha capacidade de esquecer é grande, de deixar para trás, maior ainda. Mas, ao mesmo tempo tenho a estranha mania de lembrar demais.
Não nasci para fazer contrato social e me vejo sem perceber atrelada a contratos invisíveis que se desfazem facilmente como castelos de areia.
Posso fazer o meu pedido? Posso ter meu próprio tempo? Não atropelem minha vontade. Procuro no outro o reflexo de muita coisa que guardo aqui dentro...Conte comigo!
Sumo e assumo que não consigo ficar...que não sei parar, que este não é meu lugar. Aonde é que você quer chegar? Eu só quero me libertar de modo que não seja preciso buscar formas de me prender.
Guarde meus segredos, são nossos. De que vale a pena voltar, quando se volta para o nada?
O bom de seguir em frente é que a gente acaba conhecendo muita gente, muita história e sem querer, sem perceber a gente volta, não para o que já passou, mas volta porque sabe que ainda não acabou.
Eu só quero saber sobre aquilo que eu ainda não consegui entender. Eu só preciso entender "por que?"
Eu amanheço com o toque da pele e adormeço com o mesmo toque. Então, se toque não há mal nenhum em ser assim. Não há mal nenhum em gostar assim.
Tenho sede de gente que me completa a alma. Sou cegamente ingenua, mas este não é meu defeito...o meu defeito é achar que todos são assim...Me entrego e me completo porque sou o que sou. Sou a palavra comedida e a vontade desmedida. Sou a busca e a procura e sou aquilo que ainda não descobriu o que é, mas já sabe o que não quer ser e eu não quero ser feita de vontades banais, nem quero brigar com o tempo para que ele me de tempo...Eu ainda gosto de gostar das pessoas. Eu ainda faço questão do outro e eu ainda quero me perder no outro. E se dizem que minha vontade é alheia a realidade, finalmente escolho viver da ilusão. Não me peçam para ser diferente, não queiram que eu seja igual. Algumas coisas a gente vai deixando, deixando até se esquecer que um dia deixou. É mais fácil se despedir assim...
Não nasci para fazer contrato social e me vejo sem perceber atrelada a contratos invisíveis que se desfazem facilmente como castelos de areia.
Posso fazer o meu pedido? Posso ter meu próprio tempo? Não atropelem minha vontade. Procuro no outro o reflexo de muita coisa que guardo aqui dentro...Conte comigo!
Sumo e assumo que não consigo ficar...que não sei parar, que este não é meu lugar. Aonde é que você quer chegar? Eu só quero me libertar de modo que não seja preciso buscar formas de me prender.
Guarde meus segredos, são nossos. De que vale a pena voltar, quando se volta para o nada?
O bom de seguir em frente é que a gente acaba conhecendo muita gente, muita história e sem querer, sem perceber a gente volta, não para o que já passou, mas volta porque sabe que ainda não acabou.
Eu só quero saber sobre aquilo que eu ainda não consegui entender. Eu só preciso entender "por que?"
Eu amanheço com o toque da pele e adormeço com o mesmo toque. Então, se toque não há mal nenhum em ser assim. Não há mal nenhum em gostar assim.
Tenho sede de gente que me completa a alma. Sou cegamente ingenua, mas este não é meu defeito...o meu defeito é achar que todos são assim...Me entrego e me completo porque sou o que sou. Sou a palavra comedida e a vontade desmedida. Sou a busca e a procura e sou aquilo que ainda não descobriu o que é, mas já sabe o que não quer ser e eu não quero ser feita de vontades banais, nem quero brigar com o tempo para que ele me de tempo...Eu ainda gosto de gostar das pessoas. Eu ainda faço questão do outro e eu ainda quero me perder no outro. E se dizem que minha vontade é alheia a realidade, finalmente escolho viver da ilusão. Não me peçam para ser diferente, não queiram que eu seja igual. Algumas coisas a gente vai deixando, deixando até se esquecer que um dia deixou. É mais fácil se despedir assim...
Ela de repente se viu observando a si própria. Observou a si própria decifrando os muitos tipos de sorriso que vinham dele. Se viu contornando lábios e guardando os sinais que ele sem querer jogava para ela.
E então se distraiu...Se ela disesse que esperaria o tempo que fosse já começaria esta história mentindo, pois não há espera que justifique a vontade de mudar o rumo dessa história.
Pensou que talvez em breve esqueceriam tudo aquilo, sem saber que contunuariam lembrando, mesmo sem querer.
Foi procurando detalhes que justificassem esse encantamento. Procurou no olhar, no toque, na respiração, em seus sentidos...e encontrou. E de subto viu-se sendo observada, não por si própria, mas pelo próprio...E nos olhos dele viu refletida sua imagem e começou uma confusão de quem observa quem e que. E desta confusão de olhares, confundiram um ao outro e se confundiram. Confundiram lábios, pernas, pescoços, mãos...
Até que se deram conta que tudo era mais simples, que tudo era mais fácil. Ela se afastou e de longe viu que estas coisas simples e facéis iam morrendo pouco a pouco. E compreendeu que era hora...alguém tem que saber quando é hora de parar.
Na calada da noite apagou a luz e a história de coisas simples, tão simples que complicam o entendimento de quem quer tentar entender o que não tem razão.
Na escuridão contemplou o que guardou, lembrou-se de palavras jogavas, de segredos contados, dos muitos tipos de abraços, das muitas formas de beijos. Guardou tanta coisa que se viu cheia, cheia de vontade! E dessa vontade ficou a saudade...e na saudade ela o encontrou novamente. E novamente entendeu como era simples tudo aquilo.
Simplesmente foi como tinha que ser, foi como era para acontecer, sem precisar de nome, sem precisar que se expliquem, sem precisar que se precise. E o fim veio busca-los...
Ela então escreveu seu desejos na história e cravou no tempo as marcas da sua espera.
E então se distraiu...Se ela disesse que esperaria o tempo que fosse já começaria esta história mentindo, pois não há espera que justifique a vontade de mudar o rumo dessa história.
Pensou que talvez em breve esqueceriam tudo aquilo, sem saber que contunuariam lembrando, mesmo sem querer.
Foi procurando detalhes que justificassem esse encantamento. Procurou no olhar, no toque, na respiração, em seus sentidos...e encontrou. E de subto viu-se sendo observada, não por si própria, mas pelo próprio...E nos olhos dele viu refletida sua imagem e começou uma confusão de quem observa quem e que. E desta confusão de olhares, confundiram um ao outro e se confundiram. Confundiram lábios, pernas, pescoços, mãos...
Até que se deram conta que tudo era mais simples, que tudo era mais fácil. Ela se afastou e de longe viu que estas coisas simples e facéis iam morrendo pouco a pouco. E compreendeu que era hora...alguém tem que saber quando é hora de parar.
Na calada da noite apagou a luz e a história de coisas simples, tão simples que complicam o entendimento de quem quer tentar entender o que não tem razão.
Na escuridão contemplou o que guardou, lembrou-se de palavras jogavas, de segredos contados, dos muitos tipos de abraços, das muitas formas de beijos. Guardou tanta coisa que se viu cheia, cheia de vontade! E dessa vontade ficou a saudade...e na saudade ela o encontrou novamente. E novamente entendeu como era simples tudo aquilo.
Simplesmente foi como tinha que ser, foi como era para acontecer, sem precisar de nome, sem precisar que se expliquem, sem precisar que se precise. E o fim veio busca-los...
Ela então escreveu seu desejos na história e cravou no tempo as marcas da sua espera.
Se fosse possível dizer a tudo que quero "sim", sem ser leviana com o coração dos outros...Tudo que quero não faço e se faço, faço pela metade. Deixo minha outra metade presa, com medo de se soltar e assim vou vivendo a metade de tudo que sinto. Não quero machucar ninguém e acabo me machucando. Quanta contradição! A dor do outro eu não tenho como fazer parar e a minha, bem a minha só eu sinto...Tanto medo de ser a vilã na história dos outros que acabo sendo a vilã de minha própria história.
Com tanta opção a gente acaba ficando com medo de escolher. O meu medo é de não ser escolhida nem acolhida...O meu medo é de acomodar...
Sei que é difícil sair do lugar que estamos acostumados a ficar, mas eu escolho sair. Eu escolho arrancar rótulos e me perder em novas histórias.
Eu quero, mas já quis tanto tanta coisa que já abri mão, que já nem sei mais o que é decidir ficar com o que se quer. Aliás, nem sei mais se realmente quero.
Gosto do fogo porque é preciso alimenta-lo, assim como gosto das paixões porque é preciso acende-las.
E de repente me vejo nessa calmaria que a mim é tão estranha. Me dá medo, mas me dá mais medo ser isso que sou ou que não sou e finjo ser.
Com tanta opção a gente acaba ficando com medo de escolher. O meu medo é de não ser escolhida nem acolhida...O meu medo é de acomodar...
Sei que é difícil sair do lugar que estamos acostumados a ficar, mas eu escolho sair. Eu escolho arrancar rótulos e me perder em novas histórias.
Eu quero, mas já quis tanto tanta coisa que já abri mão, que já nem sei mais o que é decidir ficar com o que se quer. Aliás, nem sei mais se realmente quero.
Gosto do fogo porque é preciso alimenta-lo, assim como gosto das paixões porque é preciso acende-las.
E de repente me vejo nessa calmaria que a mim é tão estranha. Me dá medo, mas me dá mais medo ser isso que sou ou que não sou e finjo ser.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Da onde é que nasce o sentimento?
O desejo?
Hoje ao olhar no espelho procurei os sinais em meu corpo que mostrem da onde surge o que só eu sei sentir.
Será que existe uma chave que abre dentro da gente a possibilidade de despertar isso que não dá para explicar?
De repente o corpo já não é aquilo que se acha conhecer. O coração vai morar na boca e os pés já não tem razão de existir. De subto uma invasão quente que adormece uma inquietação latejante se misturam com um frio de arrepiar e causam choque e antes que se de conta, os olhos mudam de cor...
Quais são os sintomas da paixão? E se ela aparece tão sem jeito, como é que de um jeito ou de outro ela sempre vai embora...Que remédio é esse que cura nosso corpo de sensações tão extremas? Aliás, como é que o corpo se acostuma a não se alimentar mais do toque de outro corpo?
Se meu corpo diz tanta coisa a todo momento. Por que são tão necessárias as palavras? Talvez seja o medo de que o outro não entenda os sinais que já damos a todo momento.
Aonde é que meu som quer chegar? Quem ele quer tocar? Não é preciso gritar, nem espalhar, nem contar...É no sussurro ao pé do ouvido que tudo faz sentido.
Detalhes...são simples os detalhes que desencadeiam uma sucessões de explosões descontroladas.
Eu gosto do detalhe e acho que nem desconfiam o quanto perdemos não vendo, não sentindo o pouco que já responsável por causar tanto.
É no detalhe de uma história que começa sem pretenção de ser grande que se acha o grande motivo dela existir.
Falta isso, falta o tempo. Não o tempo que marca as horas e que mata os instantes. Falta o tempo que o próprio tempo deu para se viver uma paixão.
Sobra tempo pra se provar muitas bocas, muitas pessoas, muitos abraços. Mas falta tempo´para se guardar um toque e decifrar um sorriso. Por que é que a gente se perde tanto um do outro e não um no outro?
Talvez o tempo tenha me dado de castigo viver outro tempo que não corresponde ao meu. Ou talvez, quem sabe, ainda não seja tempo de se perceber o que se perde quando os olhos piscam. Quem sabe...
O desejo?
Hoje ao olhar no espelho procurei os sinais em meu corpo que mostrem da onde surge o que só eu sei sentir.
Será que existe uma chave que abre dentro da gente a possibilidade de despertar isso que não dá para explicar?
De repente o corpo já não é aquilo que se acha conhecer. O coração vai morar na boca e os pés já não tem razão de existir. De subto uma invasão quente que adormece uma inquietação latejante se misturam com um frio de arrepiar e causam choque e antes que se de conta, os olhos mudam de cor...
Quais são os sintomas da paixão? E se ela aparece tão sem jeito, como é que de um jeito ou de outro ela sempre vai embora...Que remédio é esse que cura nosso corpo de sensações tão extremas? Aliás, como é que o corpo se acostuma a não se alimentar mais do toque de outro corpo?
Se meu corpo diz tanta coisa a todo momento. Por que são tão necessárias as palavras? Talvez seja o medo de que o outro não entenda os sinais que já damos a todo momento.
Aonde é que meu som quer chegar? Quem ele quer tocar? Não é preciso gritar, nem espalhar, nem contar...É no sussurro ao pé do ouvido que tudo faz sentido.
Detalhes...são simples os detalhes que desencadeiam uma sucessões de explosões descontroladas.
Eu gosto do detalhe e acho que nem desconfiam o quanto perdemos não vendo, não sentindo o pouco que já responsável por causar tanto.
É no detalhe de uma história que começa sem pretenção de ser grande que se acha o grande motivo dela existir.
Falta isso, falta o tempo. Não o tempo que marca as horas e que mata os instantes. Falta o tempo que o próprio tempo deu para se viver uma paixão.
Sobra tempo pra se provar muitas bocas, muitas pessoas, muitos abraços. Mas falta tempo´para se guardar um toque e decifrar um sorriso. Por que é que a gente se perde tanto um do outro e não um no outro?
Talvez o tempo tenha me dado de castigo viver outro tempo que não corresponde ao meu. Ou talvez, quem sabe, ainda não seja tempo de se perceber o que se perde quando os olhos piscam. Quem sabe...
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Porque não pode ser certo o que não se pode explicar? Não tem como definir o que eu só sei sentir.
Não me assusta o tempo, nem a distância. As vezes é preciso estar longe para se entender. Tudo que se afasta, volta e volta no momento exato. É só a gente não perder o que já encontrou.
Então, escute menina. É preciso coragem para ser feliz.
Não suporto sair em busca de ilusões, não. Isso não prende, não conquista. Se a gente brinca de faz de conta o tempo todo, a gente perde o que é real?
Sou um instante que passa, que volta, vai embora...mas não fica. Sou dona do meu tempo, não escrava dele. Então, dou ritmo novo a relógios parados e segundas chances para momentos esquecidos, para que exista o que eu já criei na história.
É assim que refaço, desfaço e desenlaço instantes...
Nada melhor virá do que já está por vir...
Se eu contasse como eu me sinto, eu pararia de sentir o que não gasta aqui dentro de mim?
Me deixa ser isso que eu já sei que sou. Que eu te deixo...deixo procurar o que já encontrou.
Meu coração sapateia quando viajo nas sensações que me corpo guarda. Aguardo...Se tudo é um engano eu só preciso saber se ao forçar a memória em alguma parte da sua história eu fiquei.
Não me olhe agora, que eu estou olhando para você...Fotografando o que eu tenho medo de esquecer.
E vem o tempo, vem o acaso e pouco a pouco sua imagem se desfaz. Meu passatempo é brincar com a sorte. E chega o momento de escolher se a gente vai fazer de conta ou vai fazer acontecer...
Traduzo batidas do coração e os sons que vem de lábios fechados. Liberdade trás sequelas...vem a hora de colocar a história em seu devido lugar.
É a ressaca do que vivemos que nos paraliza. Sobra espaço dentro de um novo abraço e falta, falta tempo para dizer ao próprio tempo que ele venceu...
Não me assusta o tempo, nem a distância. As vezes é preciso estar longe para se entender. Tudo que se afasta, volta e volta no momento exato. É só a gente não perder o que já encontrou.
Então, escute menina. É preciso coragem para ser feliz.
Não suporto sair em busca de ilusões, não. Isso não prende, não conquista. Se a gente brinca de faz de conta o tempo todo, a gente perde o que é real?
Sou um instante que passa, que volta, vai embora...mas não fica. Sou dona do meu tempo, não escrava dele. Então, dou ritmo novo a relógios parados e segundas chances para momentos esquecidos, para que exista o que eu já criei na história.
É assim que refaço, desfaço e desenlaço instantes...
Nada melhor virá do que já está por vir...
Se eu contasse como eu me sinto, eu pararia de sentir o que não gasta aqui dentro de mim?
Me deixa ser isso que eu já sei que sou. Que eu te deixo...deixo procurar o que já encontrou.
Meu coração sapateia quando viajo nas sensações que me corpo guarda. Aguardo...Se tudo é um engano eu só preciso saber se ao forçar a memória em alguma parte da sua história eu fiquei.
Não me olhe agora, que eu estou olhando para você...Fotografando o que eu tenho medo de esquecer.
E vem o tempo, vem o acaso e pouco a pouco sua imagem se desfaz. Meu passatempo é brincar com a sorte. E chega o momento de escolher se a gente vai fazer de conta ou vai fazer acontecer...
Traduzo batidas do coração e os sons que vem de lábios fechados. Liberdade trás sequelas...vem a hora de colocar a história em seu devido lugar.
É a ressaca do que vivemos que nos paraliza. Sobra espaço dentro de um novo abraço e falta, falta tempo para dizer ao próprio tempo que ele venceu...
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