Minhas melhores lembranças, eu as liberto. Para que assim novas melhores lembranças possam fazer parte de mim. É estranho como a saudade vira falta e a falta revira tudo na tentativa de achar algo para manter vivo o que não respira mais...
Acontece que se uma história começa aos poucos, também se termina aos poucos. Se os detalhes conquistam e fazem querer mais e mais outros detalhes vão tirando a magia dos momentos e transformando tudo em algo banal e assim pouco a pouco a gente para de sentir e se acostuma. E já não faz mais diferença. Quando quebra não conserta, quando acaba não recomeça.
Não insista. Bocas fechadas falam muito. O tempo com seu tempo dá o tempo certo para que aconteça o que tiver que acontecer.
Brilham olhos, explodem momentos, desaparecem fantasias e se cria e recria a realidade.
O que é real? Na imaginação tanta coisa parece real, no real tanta coisa parece imaginação.
Deixa fluir...Deixa como está...apenas deixe e não se queixe. A gente só deixa o que pesa e no caminho a gente quer ser leve. Leve só o que te faz levitar sem nem pensar. Me assusto, meu coração gela, minha boca fica seca e minha mente pira. Não nego...não tem nome, não tem explicação. É livre, solto.
Salta, rodopia, faz batuque descompensado. Quantas histórias para o meu corpo provar. Provo, aprovo o que desperta a atenção dos meus olhos, tato e paladar.
Sinto, muito, que o cheiro e o gosto não tenham lugar para se guardar.
Sorrio, choro...intensidade vem sem intensão e quando dou por mim estou dançando a música de uma nova história cheia de trilhas sonoras.
Trilho novos rumos e esqueço, mas me aqueço ao sem querer lembrar. Faz falta, faz bagunça, faz história. Faz nó que enlaça e não se desfaz.
Algo sútil a gente não percebe até que se de conta que faz falta na sutileza de sentimentos que a gente tem e guarda...Deixo longe, afasto, volto, percorro o caminho e encontro o que me faz sorrir sem pensar. Muda o tempo todo e eu permaneço muda e calada. Calo e entendo que as melhores coisas vem sem esforço, vem porque querem vir, não porque a gente chama.
Se há espera, há reserva e eu me reservo ao direito de não esperar por mais nada...
Boa Noite para quem não se esquece de nós, para quem pelo menos uma vez ao dia vem nos visitar em pensamentos, para aqueles que quando menos esperam o pensamento trai.
É possível tirar as tatuagens feitas de instantes do nosso corpo? Será que seriamos capazes de esquecer e mesmo esquecendo, continuar lembrando?
Que as minhas marcas continuem em meu corpo, elas me lembram o tempo todo que eu estou viva.´
Em quadros antes coloridos agora eu vejo tela branca...
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segunda-feira, 19 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
A menina abaixou a cabeça em solidariedade a tristeza dele.
Sentou ao seu lado e transformou do silêncio sua melhor forma de abraça-lo.
E ali ficaram, sem falar, sem se tocar...Apenas ali, respirando a presença um do outro. Como era bom estar ali sentindo a plenitude de se se sentir completo por um instante.
Depois, afastando-se não reconheciam mais o silêncio que confortava e buscaram palavras, formas de mostrar que ali estavam ainda. Um ao lado do outro...E de tanto se falar se perderam em conversas que não diziam nada. Foram então, se distanciando e na distância não achavam mais sentido em estarem presentes.
Sem explicações, sem despedidas se perderam, não se acharam. Ficaram no meio termo, entre o certo e o errado...E nenhum dos dois, nenhuma vez, olhou para trás...
A menina sorriu em forma de lembrança viva e o acolheu com o olhar.
O olhar sempre presente, sempre atento...Sempre vendo o que ele não vira...antes transformado em vidro, se quebrou e derramou, sobre o olhar atento de quem soube esperar, a saudade angustiante de quem não soube esquecer.
Lado a lado, sem dizer nada passaram dias e noites conversando sobre o que sentiam. Conversavam pelo toque da pele e pelo sorriso camuflado de felicidade dilacerante que arrancava pouco a pouco os espinhos encontrados durante o caminho. Deixaram de ser quem eram e se transformaram no que passaram a ser. Eram, estavam, ficaram...com a palavra presa na garganta se soltaram e quanto mais se soltavam mais com fervor queriam sem demora estar perto. Com cuidado, se descuidaram e finalmente se acharam, eles que ali sempre estiveram, na lembrança, na saudade, no sorriso bobo formado por um coração de memórias.
Eles que, no entanto se perderam entre as palavras jogadas em forma de canção desafinada, se encontraram novamente na canção muda de pessoas que falam pelo olhar.
Sentou ao seu lado e transformou do silêncio sua melhor forma de abraça-lo.
E ali ficaram, sem falar, sem se tocar...Apenas ali, respirando a presença um do outro. Como era bom estar ali sentindo a plenitude de se se sentir completo por um instante.
Depois, afastando-se não reconheciam mais o silêncio que confortava e buscaram palavras, formas de mostrar que ali estavam ainda. Um ao lado do outro...E de tanto se falar se perderam em conversas que não diziam nada. Foram então, se distanciando e na distância não achavam mais sentido em estarem presentes.
Sem explicações, sem despedidas se perderam, não se acharam. Ficaram no meio termo, entre o certo e o errado...E nenhum dos dois, nenhuma vez, olhou para trás...
A menina sorriu em forma de lembrança viva e o acolheu com o olhar.
O olhar sempre presente, sempre atento...Sempre vendo o que ele não vira...antes transformado em vidro, se quebrou e derramou, sobre o olhar atento de quem soube esperar, a saudade angustiante de quem não soube esquecer.
Lado a lado, sem dizer nada passaram dias e noites conversando sobre o que sentiam. Conversavam pelo toque da pele e pelo sorriso camuflado de felicidade dilacerante que arrancava pouco a pouco os espinhos encontrados durante o caminho. Deixaram de ser quem eram e se transformaram no que passaram a ser. Eram, estavam, ficaram...com a palavra presa na garganta se soltaram e quanto mais se soltavam mais com fervor queriam sem demora estar perto. Com cuidado, se descuidaram e finalmente se acharam, eles que ali sempre estiveram, na lembrança, na saudade, no sorriso bobo formado por um coração de memórias.
Eles que, no entanto se perderam entre as palavras jogadas em forma de canção desafinada, se encontraram novamente na canção muda de pessoas que falam pelo olhar.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Não quero falar sobre o que sinto...Quero respirar, quero viver. E me vejo falando da boca para fora coisas que ninguém entenderia. Coisas que não quero que entendam.
Durmo em horários estranhos e acordo de madrugada para procurar no silêncio as minhas vontades adormecidas. É tão difícil colocar um fim...Mudar o rumo.
Gosto de corpos que conversam e me vejo de repente muda, calada e meu corpo traindo meu querer.
Derrubar paredes é isso que quero, é isso que faço. De admiração eu estou cheia.
Era uma vez alguém que parava os ponteiros dos relógios. Que não chegava na hora marcada e que desarrumava e confundia...
Era uma vez alguém que me contou um segredo; que não era preciso ter medo. Que ele continuaria ali, mesmo eu não sabendo.
Era uma vez alguém que revelou os sintomas que explodiam dentro de mim...Ele veio pedir para eu reparar bem. Me segurou para eu não sair correndo. Me soltou para eu não fugir. Me assustou e me revelou. Fez pausa, fez canção...
O que se faz com uma história? Se conta incansavelmente para que ela não se perca, ou se guarda para que ela não se vá...
Raptaram meu destino...Posso até adivinhar o caminho que escolheram. Fecho os olhos, o que eu quero é beber da doçura de um beijo sem fim. Enlaço em um abraço que se transforma no melhor lugar do mundo. No seu peito fazendo batuque na tentativa de me acolher. Acolho, escolho, me faço pequena. É silêncio, é respiração contida.
Feche os olhos então, meu escuro é você. Faz fronteira e invadi sem anunciar e passa sem que note a falta que faz quando tudo fica mudo. O que se encontra é o que te satisfaz.
Fingiram ser o que não eram, sorriram em forma de falsa paz...Transformaram a história em notícia e a saudade trouxe despedida.
Era uma vez uma história sem começo...Com seu ritmo lento, desacertado....
Durmo em horários estranhos e acordo de madrugada para procurar no silêncio as minhas vontades adormecidas. É tão difícil colocar um fim...Mudar o rumo.
Gosto de corpos que conversam e me vejo de repente muda, calada e meu corpo traindo meu querer.
Derrubar paredes é isso que quero, é isso que faço. De admiração eu estou cheia.
Era uma vez alguém que parava os ponteiros dos relógios. Que não chegava na hora marcada e que desarrumava e confundia...
Era uma vez alguém que me contou um segredo; que não era preciso ter medo. Que ele continuaria ali, mesmo eu não sabendo.
Era uma vez alguém que revelou os sintomas que explodiam dentro de mim...Ele veio pedir para eu reparar bem. Me segurou para eu não sair correndo. Me soltou para eu não fugir. Me assustou e me revelou. Fez pausa, fez canção...
O que se faz com uma história? Se conta incansavelmente para que ela não se perca, ou se guarda para que ela não se vá...
Raptaram meu destino...Posso até adivinhar o caminho que escolheram. Fecho os olhos, o que eu quero é beber da doçura de um beijo sem fim. Enlaço em um abraço que se transforma no melhor lugar do mundo. No seu peito fazendo batuque na tentativa de me acolher. Acolho, escolho, me faço pequena. É silêncio, é respiração contida.
Feche os olhos então, meu escuro é você. Faz fronteira e invadi sem anunciar e passa sem que note a falta que faz quando tudo fica mudo. O que se encontra é o que te satisfaz.
Fingiram ser o que não eram, sorriram em forma de falsa paz...Transformaram a história em notícia e a saudade trouxe despedida.
Era uma vez uma história sem começo...Com seu ritmo lento, desacertado....
quarta-feira, 7 de março de 2012
Chego em casa...Cadê? No lugar em que ele costumava ficar está apenas o vazio. Minha reação é até um pouco fora da realidade para quem ve de fora. Não, não estou falando de alguém querido que se foi. Estou falando de uma coisa querida que se foi, apenas um carro.
Então, como explicar a sensação que senti ao escutar a notícia seca, sem sentimento algum de que ele havia ido embora.
Meus olhos se encheram de lágrimas e sem que eu conseguisse controlar as gotas salgadas invadiram meu rosto..."Você é doente". Este foi o consolo de meu pai. Afinal, é apenas um carro, um objeto e eu não nego que seja isso. É um objeto, um objeto simbólico de tanta coisa...Novamente meu pai não aceita a minha explicação para o choro contido e com sua sensibilidade aflorada responde; "Você é descontrolada". E me entrega uma sacolinha impessoal com todas as coisas pessoais que guardava dentro daquele meu companheiro...Meu pai já sem paciência para o drama vai saindo de cena...Consigo ainda falar "Mas eu nem me despedi dele". Nessa hora meu pai já largou mão de escutar meus lamentos e volta para o seu futebol de quarta-feira.
Perco até a vontade de saber qualquer placar, pego a minha sacolinha com tudo que juntei durante anos e me fecho no quarto.
O que é que está acontecendo comigo? Não tenho nem coragem de ver o que restou dele. Dou uma espiadinha na sacolinha e vejo meu caderno de anotações, aquele companheiro de trânsito lento, que em momentos de inspiração me ajudou tanto. Está ali...jogado, largado.
Tento me acalmar, afinal, é só um carro. Obviamente isso não me acalma. Que importa que seja só um carro? Me importa o que eu vivi com ele, dentro dele ou fora..não sei... Só sei que minhas lembranças eu não coloco assim a venda e sinceramente elas valem muito mais...
A nostalgia vai tomando conta de mim. Me vem na cabeça a primeira raspadinha na garagem, a primeira batida violenta na avenida. É até que ele me aguentou bastante. Os lugares que fui, as caronas que dei, as fugidas, as músicas que pediam para que eu abrisse a janela e deixasse o vento entrar. Os caminhos que ele já sabia de cor...Bobagens, apenas bobagens..Mas quando dou por mim, lá estou eu, novamente olhando o espaço vazio na garagem. E as imagens aparecem me dando susto, vem sem pedir licença e me dão soquinhos na boca do estômago. Aparecem como em filmes as cenas dos primeiros beijos, dos últimos beijos, dos abraços de chegadas e de partidas...O nó na garganta vai se apertando, me vem uma saudade, uma vontade de que as coisas não mudem e de que o tempo não passe.
Dá para esperar um pouquinho? Eu preciso de tempo, não sou boa para despedidas...
Pego um CD com o título obvio de "CD carro" e coloco para tocar. Aí é tortura com meu pobre coraçãozinho que se fragiliza facilmente. Escuto, escuto minha voz de ontem, meus amores do passado, alguns ainda presentes, minhas amizades conquistadas, meus medos, minhas vontades. Aquela sacolinha entregue com tanto desdem vira meu tesouro...
Que estranha essa minha mania de colocar sentimentos em tudo. Me sinto culpada, será que esse meu parceiro não se sentiu usado? Mas que bobagem, é apenas um carro, apenas um carro..Mas, eu não tive a chance de me explicar...Que bobagem...é apenas um carro. É, eu sei disso, mas também sei que não é fácil assim de se desfazer de lembranças e isso, isso não é bobagem.
Então, como explicar a sensação que senti ao escutar a notícia seca, sem sentimento algum de que ele havia ido embora.
Meus olhos se encheram de lágrimas e sem que eu conseguisse controlar as gotas salgadas invadiram meu rosto..."Você é doente". Este foi o consolo de meu pai. Afinal, é apenas um carro, um objeto e eu não nego que seja isso. É um objeto, um objeto simbólico de tanta coisa...Novamente meu pai não aceita a minha explicação para o choro contido e com sua sensibilidade aflorada responde; "Você é descontrolada". E me entrega uma sacolinha impessoal com todas as coisas pessoais que guardava dentro daquele meu companheiro...Meu pai já sem paciência para o drama vai saindo de cena...Consigo ainda falar "Mas eu nem me despedi dele". Nessa hora meu pai já largou mão de escutar meus lamentos e volta para o seu futebol de quarta-feira.
Perco até a vontade de saber qualquer placar, pego a minha sacolinha com tudo que juntei durante anos e me fecho no quarto.
O que é que está acontecendo comigo? Não tenho nem coragem de ver o que restou dele. Dou uma espiadinha na sacolinha e vejo meu caderno de anotações, aquele companheiro de trânsito lento, que em momentos de inspiração me ajudou tanto. Está ali...jogado, largado.
Tento me acalmar, afinal, é só um carro. Obviamente isso não me acalma. Que importa que seja só um carro? Me importa o que eu vivi com ele, dentro dele ou fora..não sei... Só sei que minhas lembranças eu não coloco assim a venda e sinceramente elas valem muito mais...
A nostalgia vai tomando conta de mim. Me vem na cabeça a primeira raspadinha na garagem, a primeira batida violenta na avenida. É até que ele me aguentou bastante. Os lugares que fui, as caronas que dei, as fugidas, as músicas que pediam para que eu abrisse a janela e deixasse o vento entrar. Os caminhos que ele já sabia de cor...Bobagens, apenas bobagens..Mas quando dou por mim, lá estou eu, novamente olhando o espaço vazio na garagem. E as imagens aparecem me dando susto, vem sem pedir licença e me dão soquinhos na boca do estômago. Aparecem como em filmes as cenas dos primeiros beijos, dos últimos beijos, dos abraços de chegadas e de partidas...O nó na garganta vai se apertando, me vem uma saudade, uma vontade de que as coisas não mudem e de que o tempo não passe.
Dá para esperar um pouquinho? Eu preciso de tempo, não sou boa para despedidas...
Pego um CD com o título obvio de "CD carro" e coloco para tocar. Aí é tortura com meu pobre coraçãozinho que se fragiliza facilmente. Escuto, escuto minha voz de ontem, meus amores do passado, alguns ainda presentes, minhas amizades conquistadas, meus medos, minhas vontades. Aquela sacolinha entregue com tanto desdem vira meu tesouro...
Que estranha essa minha mania de colocar sentimentos em tudo. Me sinto culpada, será que esse meu parceiro não se sentiu usado? Mas que bobagem, é apenas um carro, apenas um carro..Mas, eu não tive a chance de me explicar...Que bobagem...é apenas um carro. É, eu sei disso, mas também sei que não é fácil assim de se desfazer de lembranças e isso, isso não é bobagem.
terça-feira, 6 de março de 2012
Minha capacidade de esquecer é grande, de deixar para trás, maior ainda. Mas, ao mesmo tempo tenho a estranha mania de lembrar demais.
Não nasci para fazer contrato social e me vejo sem perceber atrelada a contratos invisíveis que se desfazem facilmente como castelos de areia.
Posso fazer o meu pedido? Posso ter meu próprio tempo? Não atropelem minha vontade. Procuro no outro o reflexo de muita coisa que guardo aqui dentro...Conte comigo!
Sumo e assumo que não consigo ficar...que não sei parar, que este não é meu lugar. Aonde é que você quer chegar? Eu só quero me libertar de modo que não seja preciso buscar formas de me prender.
Guarde meus segredos, são nossos. De que vale a pena voltar, quando se volta para o nada?
O bom de seguir em frente é que a gente acaba conhecendo muita gente, muita história e sem querer, sem perceber a gente volta, não para o que já passou, mas volta porque sabe que ainda não acabou.
Eu só quero saber sobre aquilo que eu ainda não consegui entender. Eu só preciso entender "por que?"
Eu amanheço com o toque da pele e adormeço com o mesmo toque. Então, se toque não há mal nenhum em ser assim. Não há mal nenhum em gostar assim.
Tenho sede de gente que me completa a alma. Sou cegamente ingenua, mas este não é meu defeito...o meu defeito é achar que todos são assim...Me entrego e me completo porque sou o que sou. Sou a palavra comedida e a vontade desmedida. Sou a busca e a procura e sou aquilo que ainda não descobriu o que é, mas já sabe o que não quer ser e eu não quero ser feita de vontades banais, nem quero brigar com o tempo para que ele me de tempo...Eu ainda gosto de gostar das pessoas. Eu ainda faço questão do outro e eu ainda quero me perder no outro. E se dizem que minha vontade é alheia a realidade, finalmente escolho viver da ilusão. Não me peçam para ser diferente, não queiram que eu seja igual. Algumas coisas a gente vai deixando, deixando até se esquecer que um dia deixou. É mais fácil se despedir assim...
Não nasci para fazer contrato social e me vejo sem perceber atrelada a contratos invisíveis que se desfazem facilmente como castelos de areia.
Posso fazer o meu pedido? Posso ter meu próprio tempo? Não atropelem minha vontade. Procuro no outro o reflexo de muita coisa que guardo aqui dentro...Conte comigo!
Sumo e assumo que não consigo ficar...que não sei parar, que este não é meu lugar. Aonde é que você quer chegar? Eu só quero me libertar de modo que não seja preciso buscar formas de me prender.
Guarde meus segredos, são nossos. De que vale a pena voltar, quando se volta para o nada?
O bom de seguir em frente é que a gente acaba conhecendo muita gente, muita história e sem querer, sem perceber a gente volta, não para o que já passou, mas volta porque sabe que ainda não acabou.
Eu só quero saber sobre aquilo que eu ainda não consegui entender. Eu só preciso entender "por que?"
Eu amanheço com o toque da pele e adormeço com o mesmo toque. Então, se toque não há mal nenhum em ser assim. Não há mal nenhum em gostar assim.
Tenho sede de gente que me completa a alma. Sou cegamente ingenua, mas este não é meu defeito...o meu defeito é achar que todos são assim...Me entrego e me completo porque sou o que sou. Sou a palavra comedida e a vontade desmedida. Sou a busca e a procura e sou aquilo que ainda não descobriu o que é, mas já sabe o que não quer ser e eu não quero ser feita de vontades banais, nem quero brigar com o tempo para que ele me de tempo...Eu ainda gosto de gostar das pessoas. Eu ainda faço questão do outro e eu ainda quero me perder no outro. E se dizem que minha vontade é alheia a realidade, finalmente escolho viver da ilusão. Não me peçam para ser diferente, não queiram que eu seja igual. Algumas coisas a gente vai deixando, deixando até se esquecer que um dia deixou. É mais fácil se despedir assim...
Ela de repente se viu observando a si própria. Observou a si própria decifrando os muitos tipos de sorriso que vinham dele. Se viu contornando lábios e guardando os sinais que ele sem querer jogava para ela.
E então se distraiu...Se ela disesse que esperaria o tempo que fosse já começaria esta história mentindo, pois não há espera que justifique a vontade de mudar o rumo dessa história.
Pensou que talvez em breve esqueceriam tudo aquilo, sem saber que contunuariam lembrando, mesmo sem querer.
Foi procurando detalhes que justificassem esse encantamento. Procurou no olhar, no toque, na respiração, em seus sentidos...e encontrou. E de subto viu-se sendo observada, não por si própria, mas pelo próprio...E nos olhos dele viu refletida sua imagem e começou uma confusão de quem observa quem e que. E desta confusão de olhares, confundiram um ao outro e se confundiram. Confundiram lábios, pernas, pescoços, mãos...
Até que se deram conta que tudo era mais simples, que tudo era mais fácil. Ela se afastou e de longe viu que estas coisas simples e facéis iam morrendo pouco a pouco. E compreendeu que era hora...alguém tem que saber quando é hora de parar.
Na calada da noite apagou a luz e a história de coisas simples, tão simples que complicam o entendimento de quem quer tentar entender o que não tem razão.
Na escuridão contemplou o que guardou, lembrou-se de palavras jogavas, de segredos contados, dos muitos tipos de abraços, das muitas formas de beijos. Guardou tanta coisa que se viu cheia, cheia de vontade! E dessa vontade ficou a saudade...e na saudade ela o encontrou novamente. E novamente entendeu como era simples tudo aquilo.
Simplesmente foi como tinha que ser, foi como era para acontecer, sem precisar de nome, sem precisar que se expliquem, sem precisar que se precise. E o fim veio busca-los...
Ela então escreveu seu desejos na história e cravou no tempo as marcas da sua espera.
E então se distraiu...Se ela disesse que esperaria o tempo que fosse já começaria esta história mentindo, pois não há espera que justifique a vontade de mudar o rumo dessa história.
Pensou que talvez em breve esqueceriam tudo aquilo, sem saber que contunuariam lembrando, mesmo sem querer.
Foi procurando detalhes que justificassem esse encantamento. Procurou no olhar, no toque, na respiração, em seus sentidos...e encontrou. E de subto viu-se sendo observada, não por si própria, mas pelo próprio...E nos olhos dele viu refletida sua imagem e começou uma confusão de quem observa quem e que. E desta confusão de olhares, confundiram um ao outro e se confundiram. Confundiram lábios, pernas, pescoços, mãos...
Até que se deram conta que tudo era mais simples, que tudo era mais fácil. Ela se afastou e de longe viu que estas coisas simples e facéis iam morrendo pouco a pouco. E compreendeu que era hora...alguém tem que saber quando é hora de parar.
Na calada da noite apagou a luz e a história de coisas simples, tão simples que complicam o entendimento de quem quer tentar entender o que não tem razão.
Na escuridão contemplou o que guardou, lembrou-se de palavras jogavas, de segredos contados, dos muitos tipos de abraços, das muitas formas de beijos. Guardou tanta coisa que se viu cheia, cheia de vontade! E dessa vontade ficou a saudade...e na saudade ela o encontrou novamente. E novamente entendeu como era simples tudo aquilo.
Simplesmente foi como tinha que ser, foi como era para acontecer, sem precisar de nome, sem precisar que se expliquem, sem precisar que se precise. E o fim veio busca-los...
Ela então escreveu seu desejos na história e cravou no tempo as marcas da sua espera.
Se fosse possível dizer a tudo que quero "sim", sem ser leviana com o coração dos outros...Tudo que quero não faço e se faço, faço pela metade. Deixo minha outra metade presa, com medo de se soltar e assim vou vivendo a metade de tudo que sinto. Não quero machucar ninguém e acabo me machucando. Quanta contradição! A dor do outro eu não tenho como fazer parar e a minha, bem a minha só eu sinto...Tanto medo de ser a vilã na história dos outros que acabo sendo a vilã de minha própria história.
Com tanta opção a gente acaba ficando com medo de escolher. O meu medo é de não ser escolhida nem acolhida...O meu medo é de acomodar...
Sei que é difícil sair do lugar que estamos acostumados a ficar, mas eu escolho sair. Eu escolho arrancar rótulos e me perder em novas histórias.
Eu quero, mas já quis tanto tanta coisa que já abri mão, que já nem sei mais o que é decidir ficar com o que se quer. Aliás, nem sei mais se realmente quero.
Gosto do fogo porque é preciso alimenta-lo, assim como gosto das paixões porque é preciso acende-las.
E de repente me vejo nessa calmaria que a mim é tão estranha. Me dá medo, mas me dá mais medo ser isso que sou ou que não sou e finjo ser.
Com tanta opção a gente acaba ficando com medo de escolher. O meu medo é de não ser escolhida nem acolhida...O meu medo é de acomodar...
Sei que é difícil sair do lugar que estamos acostumados a ficar, mas eu escolho sair. Eu escolho arrancar rótulos e me perder em novas histórias.
Eu quero, mas já quis tanto tanta coisa que já abri mão, que já nem sei mais o que é decidir ficar com o que se quer. Aliás, nem sei mais se realmente quero.
Gosto do fogo porque é preciso alimenta-lo, assim como gosto das paixões porque é preciso acende-las.
E de repente me vejo nessa calmaria que a mim é tão estranha. Me dá medo, mas me dá mais medo ser isso que sou ou que não sou e finjo ser.
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