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terça-feira, 6 de março de 2012

Se fosse possível dizer a tudo que quero "sim", sem ser leviana com o coração dos outros...Tudo que quero não faço e se faço, faço pela metade. Deixo minha outra metade presa, com medo de se soltar e assim vou vivendo a metade de tudo que sinto. Não quero machucar ninguém e acabo me machucando. Quanta contradição! A dor do outro eu não tenho como fazer parar e a minha, bem a minha só eu sinto...Tanto medo de ser a vilã na história dos outros que acabo sendo a vilã de minha própria história.
Com tanta opção a gente acaba ficando com medo de escolher. O meu medo é de não ser escolhida nem acolhida...O meu medo é de acomodar...
Sei que é difícil sair do lugar que estamos acostumados a ficar, mas eu escolho sair. Eu escolho arrancar rótulos e me perder em novas histórias.
Eu quero, mas já quis tanto tanta coisa que já abri mão, que já nem sei mais o que é decidir ficar com o que se quer. Aliás, nem sei mais se realmente quero.
Gosto do fogo porque é preciso alimenta-lo, assim como gosto das paixões porque é preciso acende-las.
E de repente me vejo nessa calmaria que a mim é tão estranha. Me dá medo, mas me dá mais medo ser isso que sou ou que não sou e finjo ser.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Da onde é que nasce o sentimento?
O desejo?
Hoje ao olhar no espelho procurei os sinais em meu corpo que mostrem da onde surge o que só eu sei sentir.
Será que existe uma chave que abre dentro da gente a possibilidade de despertar isso que não dá para explicar?
De repente o corpo já não é aquilo que se acha conhecer. O coração vai morar na boca e os pés já não tem razão de existir. De subto uma invasão quente que adormece uma inquietação latejante se misturam com um frio de arrepiar e causam choque e antes que se de conta, os olhos mudam de cor...
Quais são os sintomas da paixão? E se ela aparece tão sem jeito, como é que de um jeito ou de outro ela sempre vai embora...Que remédio é esse que cura nosso corpo de sensações tão extremas? Aliás, como é que o corpo se acostuma a não se alimentar mais do toque de outro corpo?
Se meu corpo diz tanta coisa a todo momento. Por que são tão necessárias as palavras? Talvez seja o medo de que o outro não entenda os sinais que já damos a todo momento.
Aonde é que meu som quer chegar? Quem ele quer tocar? Não é preciso gritar, nem espalhar, nem contar...É no sussurro ao pé do ouvido que tudo faz sentido.
Detalhes...são simples os detalhes que desencadeiam uma sucessões de explosões descontroladas.
Eu gosto do detalhe e acho que nem desconfiam o quanto perdemos não vendo, não sentindo o pouco que já responsável por causar tanto.
É no detalhe de uma história que começa sem pretenção de ser grande que se acha o grande motivo dela existir.
Falta isso, falta o tempo. Não o tempo que marca as horas e que mata os instantes. Falta o tempo que o próprio tempo deu para se viver uma paixão.
Sobra tempo pra se provar muitas bocas, muitas pessoas, muitos abraços. Mas falta tempo´para se guardar um toque e decifrar um sorriso. Por que é que a gente se perde tanto um do outro e não um no outro?
Talvez o tempo tenha me dado de castigo viver outro tempo que não corresponde ao meu. Ou talvez, quem sabe, ainda não seja tempo de se perceber o que se perde quando os olhos piscam. Quem sabe...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Porque não pode ser certo o que não se pode explicar? Não tem como definir o que eu só sei sentir.
Não me assusta o tempo, nem a distância. As vezes é preciso estar longe para se entender. Tudo que se afasta, volta e volta no momento exato. É só a gente não perder o que já encontrou.
Então, escute menina. É preciso coragem para ser feliz.
Não suporto sair em busca de ilusões, não. Isso não prende, não conquista. Se a gente brinca de faz de conta o tempo todo, a gente perde o que é real?
Sou um instante que passa, que volta, vai embora...mas não fica. Sou dona do meu tempo, não escrava dele. Então, dou ritmo novo a relógios parados e segundas chances para momentos esquecidos, para que exista o que eu já criei na história.
É assim que refaço, desfaço e desenlaço instantes...
Nada melhor virá do que já está por vir...
Se eu contasse como eu me sinto, eu pararia de sentir o que não gasta aqui dentro de mim?
Me deixa ser isso que eu já sei que sou. Que eu te deixo...deixo procurar o que já encontrou.
Meu coração sapateia quando viajo nas sensações que me corpo guarda. Aguardo...Se tudo é um engano eu só preciso saber se ao forçar a memória em alguma parte da sua história eu fiquei.
Não me olhe agora, que eu estou olhando para você...Fotografando o que eu tenho medo de esquecer.
E vem o tempo, vem o acaso e pouco a pouco sua imagem se desfaz. Meu passatempo é brincar com a sorte. E chega o momento de escolher se a gente vai fazer de conta ou vai fazer acontecer...
Traduzo batidas do coração e os sons que vem de lábios fechados. Liberdade trás sequelas...vem a hora de colocar a história em seu devido lugar.
É a ressaca do que vivemos que nos paraliza. Sobra espaço dentro de um novo abraço e falta, falta tempo para dizer ao próprio tempo que ele venceu...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

E a gente se criou, recriou e construi uma história.
Deixou marcas e cores vivas refletidas na memória.
E o tempo vem para apagar o que o próprio tempo trouxe.
É assim que tem sido. Vejo de perto o que para mim parece tão distante e vejo o que era distante se aproximar cada vez mais.
E a despedida vem com um gosto doce de reencontro.
Na eterna busca de encontrar o que me faz falta eu percebo que sobra muita espera no meu querer...
As vezes em que eu não tenho para onde ir é porque já cheguei aonde queria estar, mas existem momentos em  que é preciso saber parar.
Então eu paro e espero. Espero pela saudade correspondida e pelo cheiro que dá nó no peito.
A gente se cansa de histórias sempre iguais. Sem início e sem final e as reticencias já não tem motivo para estarem ali, no final de cada frase dando a sensação de que não tem razão para dizer adeus.
Sem pressa...Até que seja, simplesmente seja. Até que seja o momento de não ter que dar tchau e muito menos a hora de dormir. Sem complicações, sem medos. Esse é meu jeito de continuar, porque não implica em decisões, apenas em paciência...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Pagina em branco

E a gente se acostuma...acostuma com as frases de consolo, com vontades brandas, com alegrias amenas e com amores rasos. E deixa a vida ser simples, sem sabores especiais, sem pessoas essenciais. Assim, os dias passam, levando anos embora e quando acordamos desse sonho leviano pensamos..."Passou rapido". E passa mesmo, se nao eternizarmos certos momentos...se nao guardarmos lembrancas...
Sem me afobar, vejo pessoas passarem e se acostumarema serem isso, apenas passagem...Quando e que o futuro vai deixar de ser um consolo para o presente, que nao consegue se concretizar?
O ano novo comecou. Trazendo um livro em branco. Quais serao os personagens da minha historia?
Que na leveza do ano que se inicia exista aquela felicidade gostosa, sem motivo. Deixo o ano passado para tras com seus doces momentos e abro os bracos para novos breves instantes.
E se a vida e isso, momentos de ser perder o folego, que eu me afogue em novas vontades, mas que principalmente me perca em novas historias.
Entao abro mao do que ficou pra tras, sem esquecer dos beijos e abracos, mas deixo...
Porque e preciso virar a a pagina e encerrar capitulos, principalmente porque para se recomecar e preciso finalizar....

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A melhor coisa que não me aconteceu voltou. Como sempre voltam as coisas que a gente não manda embora e deixa guardado no potinho de tudo aquilo que a gente não quer abrir mão.
Poderia pensar que as coisas que não acontecem deixam marca na gente e que fazem a diferença na nossa história. E fazem mesmo. Fazem a perna ficar bamba e deixam uma dor que não tem como amenizar. Ela se instala no meio do peito e faz a gente querer voltar atrás e ter feito o que o corpo estava pedindo.
Das histórias que não poderiam acontecer ele insistiu em aparecer. E da onde tirar a força? Da razão, que já nem acredita que é este mesmo o motivo para não se fazer o que se tem vontade...
Ela tirou, tirou força da onde não precisava, porque o que realmente precisava era daquilo. Era do toque, da boca, do abraço...
Não esqueceu do que prometeu, não esqueceu do que não viveu.
Usaram novamente a desculpa do não é agora...e mais uma vez adiou o que já estava predestinado a acontecer. O que fazer quando se quer tanto uma coisa?
Que medo é esse que invade a possibilidade? Quantas chances foram desperdiçadas?
Tentei achar explicação para o que sentia, quanto a resposta estava ao meu lado querendo a mesma coisa que eu...
Foi então que eu me dei conta de como o queria e de como a chance daquele momento jogaria todas as outras lembranças fora.
Escapou mais uma vez e na noite silenciosa ele fechou a porta e ela se contentou mais uma vez com "não chegou a minha hora". Aquele instante escapou da mão. Até quando?
Fechou os olhos e dormiu contentando-se com o beijo de boa noite distante e mesmo assim tão próximo. Era preciso voltar no tempo....

O gosto de agosto

Chega de imaginar o que não pode ser. Quando se tem tudo planejado o novo bate em sua porta e te faz experimentar. Cuidado! É neste momento que se perde o foco do que se quer e vai atrás de uma idealização perturbadora que está longe de ser real.
Em uma noite em que tudo parece mágico ela só quer magia. E ele que parece ser tudo que se pede de alguém, mas é pouco para o que ela imagina querer.
Ganha a confiança de alguém que a perdeu a muito tempo. Vem com o sorriso de vontade e demostra ser o que se espera, mas está longe de ser  o que se quer.
Ela não troca, adia, porque se sente segura em um abraço apertado, mas não firme.
Ela beija, porque quer finalizar outras histórias e ele é o limite. A partir deste ponto os outros não podem mais sair do passado.
Encosta a cabeça em seu peito e por instantes sonha que ali é um lugar seguro. Mas não é...Nunca será e ela não quer que seja.
Mentiras não interessam, nem meias vontades.
O gosto de agosto veio junto com o desgosto de finalizar duas histórias em uma. Nenhuma que valeu a pena, nenhuma que trouxe mais vontade...E assim a noite passou e este momento não se eternizou.
Sabemos que foi paixão pelo modo que termina e esse fim não deixou saudade.

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