O garoto trazia consigo um pequeno embrulho e não tardou muito para que a menina se desse conta de que essa seria a última vez que se veriam. Se olharam pela última vez para gravar cada marca e cada sensação que um causava no outro. Não trocaram palavras muito menos promessas. Beijaram-se suavemente selando o ponto final de um romance prematuro.
Ela guardaria aquele beijo como um dos melhores sabores já provados por sua boca e ele a levaria junto com toda a saudade que guardava consigo.
Sem dizer tchau, ele sumiu pela rua vazia de dezembro e ela ficou sentada nos degraus de despedida com o pequeno embrulho em suas mãos. Uma fina garoa começou a cair desmanchando os cachos dourados da menina que sentia o coração pequeno demais para tanto gostar. Dora Dourada com seu fucinho gelado a trouxe novamente para a realidade e com sua companhia sempre fiel a acolheu em seu silêncio cheio de sentimentos.
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sábado, 10 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Qual foi a maior dificuldade de vocês nesse exercício?
Perguntou a atenta professora.
Sem pensar respondi que o que me atrapalha são os outros, pois me sinto invadida...
Cheguei em casa e não consegui dormir. As palavras ficavam fazendo bagunça no meu pensamento.
Não, o outro não me atrapalha. Acontece que me perco facilmente e é difícil eu conseguir me encontrar.
Para escrever consigo acessar o sentimento, mas na pratica do amor eu não sei nada. Sei das vontades dos outros e o que provoco em você. Mas não consigo entender o que provoco em mim mesma e da minha vontade sei muito pouco ou na verdade sei muito e fujo dela...
Se eu fizesse tudo que tenho vontade? Eu me perderia ou finalmente me encontraria?
Sou boa na busca das desculpas para provar que o que eu quero é passageiro.
Tudo em mim é querer. Meu corpo pede o tempo todo...e eu nunca mato a sede do que quero.
Deixo marcas na areia que facilmente desaparecem e sou marcada constantemente sem que o outro saiba.
Perguntou a atenta professora.
Sem pensar respondi que o que me atrapalha são os outros, pois me sinto invadida...
Cheguei em casa e não consegui dormir. As palavras ficavam fazendo bagunça no meu pensamento.
Não, o outro não me atrapalha. Acontece que me perco facilmente e é difícil eu conseguir me encontrar.
Para escrever consigo acessar o sentimento, mas na pratica do amor eu não sei nada. Sei das vontades dos outros e o que provoco em você. Mas não consigo entender o que provoco em mim mesma e da minha vontade sei muito pouco ou na verdade sei muito e fujo dela...
Se eu fizesse tudo que tenho vontade? Eu me perderia ou finalmente me encontraria?
Sou boa na busca das desculpas para provar que o que eu quero é passageiro.
Tudo em mim é querer. Meu corpo pede o tempo todo...e eu nunca mato a sede do que quero.
Deixo marcas na areia que facilmente desaparecem e sou marcada constantemente sem que o outro saiba.
Meu primeiro beijo foi teu.
Foi na chuva sem a pretenção de ser inesquecível.
Foi guardado sem pedir para ser lembrado.
Segue seu destino então sem aperto no peito.
Que a nossa história virou lenda pra ser contada para os apaixonados que buscam inspiração.
Se escapou o que não estava em minhas mãos.
Era livre o que estava preso na garganta com medo de ser solto.
Nesse mundo carrossel que gira, gira e não me leva a lugar nenhum meu corpo pede mais alma.
Quero ser a única que te faz perder o sono.
Não me venha com teorias de paixão. Elas não sobrevivem ao que eu sinto.
Deixe-me morder sua boca e procurar novas formas em seu corpo.
Sei a diferença entre ser desejada e ser amada e ambas formas de querer me fascinam.
Gosto de gente que tem segredos porque adoro desvenda-los.
Me desculpe a falta de romantismo, mas estou cansada dessas histórias de amores que não se concretizam. Deixa fluir...deixa vir!
Depois veremos o que vai acontecer.
Foi na chuva sem a pretenção de ser inesquecível.
Foi guardado sem pedir para ser lembrado.
Segue seu destino então sem aperto no peito.
Que a nossa história virou lenda pra ser contada para os apaixonados que buscam inspiração.
Se escapou o que não estava em minhas mãos.
Era livre o que estava preso na garganta com medo de ser solto.
Nesse mundo carrossel que gira, gira e não me leva a lugar nenhum meu corpo pede mais alma.
Quero ser a única que te faz perder o sono.
Não me venha com teorias de paixão. Elas não sobrevivem ao que eu sinto.
Deixe-me morder sua boca e procurar novas formas em seu corpo.
Sei a diferença entre ser desejada e ser amada e ambas formas de querer me fascinam.
Gosto de gente que tem segredos porque adoro desvenda-los.
Me desculpe a falta de romantismo, mas estou cansada dessas histórias de amores que não se concretizam. Deixa fluir...deixa vir!
Depois veremos o que vai acontecer.
Certos momentos são meu segredo.
Ah meu coração! Seria possível você não acelerar tanto quando ele volta?
Existe uma diferença, uma sutil diferença entre elas e eu...
Você já gostou tanto de alguém que quis guarda-la dentro de um potinho?
Eu já guardei...mas o potinho ficou pequeno pra guardar gente grande demais e escapou.
Eu não sirvo pra ser uma opção sou escolha.
Menina, se você quer esquecer um menino, nada melhor que um homem.
Menino, se você quer entender uma mulher, nada melhor que conhecer uma menina.
Eu poderia gritar, mas o que acontece em silêncio aqui dentro de mim é mais forte que qualquer palavra.
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Ah meu coração! Seria possível você não acelerar tanto quando ele volta?
Existe uma diferença, uma sutil diferença entre elas e eu...
Você já gostou tanto de alguém que quis guarda-la dentro de um potinho?
Eu já guardei...mas o potinho ficou pequeno pra guardar gente grande demais e escapou.
Eu não sirvo pra ser uma opção sou escolha.
Menina, se você quer esquecer um menino, nada melhor que um homem.
Menino, se você quer entender uma mulher, nada melhor que conhecer uma menina.
Eu poderia gritar, mas o que acontece em silêncio aqui dentro de mim é mais forte que qualquer palavra.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
As canções da vida guardam cenas do filme da minha história.
São trechos que representam segundos de se perder o fólego. Quais músicas marcaram sua vida?
Qual a canção que você leva dentro de si?
Que música embala a sua manhã e qual te faz dormir?
É na cadência de um samba que encontro a alegria e a dor de ser o que sou.
É do ritmo lento das minhas canções apaixonadas que vem a pressa de se viver o que sinto.
Danço no acorde desafinado do violão que ainda não encontrou o compasso certo a seguir.
Danço na dança da solidão acompanhada de tanta gente também solitária.
Toca aquela música que me faz tocar e ser tocada. Faz do som o seu carinho e faz de mim a sua música.
Escute a música do meu sussurrar em seu ouvido se seja meu instrumento de afinação.
Troque de trilha sonora, mas saiba qual é aquela que mexe com você.
Minhas fases são marcadas por ritmos diversos que encontram a forma de se transformar em um carnaval de sensações.
Minha dor eu danço ao som de um tango de melancolia e saudade. Minha felicidade também.
Quais os instrumentos necessários para a nossa canção? Que seja do batuque do coração, da afinação da voz rouca, da sensibilidade da pele tocada pela primeira vez e principamente da mistura sua e minha.
São trechos que representam segundos de se perder o fólego. Quais músicas marcaram sua vida?
Qual a canção que você leva dentro de si?
Que música embala a sua manhã e qual te faz dormir?
É na cadência de um samba que encontro a alegria e a dor de ser o que sou.
É do ritmo lento das minhas canções apaixonadas que vem a pressa de se viver o que sinto.
Danço no acorde desafinado do violão que ainda não encontrou o compasso certo a seguir.
Danço na dança da solidão acompanhada de tanta gente também solitária.
Toca aquela música que me faz tocar e ser tocada. Faz do som o seu carinho e faz de mim a sua música.
Escute a música do meu sussurrar em seu ouvido se seja meu instrumento de afinação.
Troque de trilha sonora, mas saiba qual é aquela que mexe com você.
Minhas fases são marcadas por ritmos diversos que encontram a forma de se transformar em um carnaval de sensações.
Minha dor eu danço ao som de um tango de melancolia e saudade. Minha felicidade também.
Quais os instrumentos necessários para a nossa canção? Que seja do batuque do coração, da afinação da voz rouca, da sensibilidade da pele tocada pela primeira vez e principamente da mistura sua e minha.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Me veio, de repente, sem querer uma melancolia que é só minha.
Eu não quero machucar ninguém
Mas eu sei que vou...e eu sinto muito. Sinto muito por não ser aquilo que você esperava que eu fosse e sinto mais ainda por não ter aguentado.
Eu sei o quanto eu quis e o quanto você foi o que eu sempre esperei. Por que eu não posso te esperar mais?
Não é culpa. É um medo de te esquecer...Eu não quero isso.
Eu te entendo...mas você nunca vai me entender.
Subtamente apareceu o que nunca deixei ir embora, confundindo o que já estava acostumado a ser confuso.
Pode-se ficar só com a essencia?
O que eu preciso é da sensação de uma segunda de feriado após um final de semana sem igual.
Não são encontros que recebo da vida, são batidas violentas. É o principio da ironia que me rodeia.
Tanta coisa que você nunca vai saber...
Não é isso, não é nada disso! Tanta coisa que não importa tentar explicar...
Busco histórias da onde não sairá realidade. Gosto por gostar, sem precisar e sem receber.
Quem sabe..duas palavras que prendem a um talvez que não existirá.
Existem seres especiais e eu encontro em tanta gente algo que é sem igual que não é justo eu guardar só para mim.
Guardar o tempo do momento, é disso que preciso. Eu só combino a distância, de perto eu sou esboço da pintura que imaginam que sou. Fique com esta pintura, mostre essa imagem do que eu não sou e do que nunca serei. Se é disso que se precisa eu entrego, não me faz falta, não me faz humana.
Sou abstrata e interpretam de mim o reflexo do que vocês são.
Não dou certo porque sou errada. Não sou sua, não sou dele, não sou daquele porque ainda não sou minha.
Tirem minha máscara ela só me traz mais gente mascarada.
Se eu gostei de você? Gostei. Se te assusta essa resposta não vejo o porque da pergunta.
Tenho um apetite voraz que não estou disposta a saciar com água com açúcar.
E agora doutor? Dê o diagnóstico do que sinto e me cure da sensação de não conseguir não sentir.
Feche os olhos, se é apenas a imagem que vem a sua mente então deixe. Quando fecho os meus não vejo nada, sinto e é por isso que sinto muito.
Eu não quero machucar ninguém
Mas eu sei que vou...e eu sinto muito. Sinto muito por não ser aquilo que você esperava que eu fosse e sinto mais ainda por não ter aguentado.
Eu sei o quanto eu quis e o quanto você foi o que eu sempre esperei. Por que eu não posso te esperar mais?
Não é culpa. É um medo de te esquecer...Eu não quero isso.
Eu te entendo...mas você nunca vai me entender.
Subtamente apareceu o que nunca deixei ir embora, confundindo o que já estava acostumado a ser confuso.
Pode-se ficar só com a essencia?
O que eu preciso é da sensação de uma segunda de feriado após um final de semana sem igual.
Não são encontros que recebo da vida, são batidas violentas. É o principio da ironia que me rodeia.
Tanta coisa que você nunca vai saber...
Não é isso, não é nada disso! Tanta coisa que não importa tentar explicar...
Busco histórias da onde não sairá realidade. Gosto por gostar, sem precisar e sem receber.
Quem sabe..duas palavras que prendem a um talvez que não existirá.
Existem seres especiais e eu encontro em tanta gente algo que é sem igual que não é justo eu guardar só para mim.
Guardar o tempo do momento, é disso que preciso. Eu só combino a distância, de perto eu sou esboço da pintura que imaginam que sou. Fique com esta pintura, mostre essa imagem do que eu não sou e do que nunca serei. Se é disso que se precisa eu entrego, não me faz falta, não me faz humana.
Sou abstrata e interpretam de mim o reflexo do que vocês são.
Não dou certo porque sou errada. Não sou sua, não sou dele, não sou daquele porque ainda não sou minha.
Tirem minha máscara ela só me traz mais gente mascarada.
Se eu gostei de você? Gostei. Se te assusta essa resposta não vejo o porque da pergunta.
Tenho um apetite voraz que não estou disposta a saciar com água com açúcar.
E agora doutor? Dê o diagnóstico do que sinto e me cure da sensação de não conseguir não sentir.
Feche os olhos, se é apenas a imagem que vem a sua mente então deixe. Quando fecho os meus não vejo nada, sinto e é por isso que sinto muito.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Quando faltam as palavras.
Quando o meu silêncio ocupa um espaço que nunca me pertenceu.
Quando a gente acorda sem saber o que aconteceu, mas sabe o que sentiu.
Quando a realidade encontra a minha fantasia, a gente escolhe o que guardar.
A vertigem que sinto não é medo de cair é vontade de voar.
De quanta coisa você está disposto a perder?
Quando o meu silêncio ocupa um espaço que nunca me pertenceu.
Quando a gente acorda sem saber o que aconteceu, mas sabe o que sentiu.
Quando a realidade encontra a minha fantasia, a gente escolhe o que guardar.
A vertigem que sinto não é medo de cair é vontade de voar.
De quanta coisa você está disposto a perder?
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