Total de visualizações de página

domingo, 25 de dezembro de 2011

De janeiro a janeiro

Com o mapa secreto da minha história foi me envolvendo...Veio manso, calmo, sem pretenção.
Quando dei por mim já era o que não podia ser. Mas ainda podia esperar. Era necessário esperar. Não podia ser. Não pode ser e talvez nunca seja...
Era pra ser passageiro, algo sem explicação e que não exigiria de mim nada além da imaginação.
Me pegou de surpresa e sem que eu pudesse perceber...surgiu!
Brinquei de esconde esconde e guardei...Deixei bem escondido para que ninguém pudesse ver, não escondi dos outros, escondi de mim...
E foi assim, meio loucura, meio razão. Compartilhando uma vontade oculta...prometi que não era isso que eu queria.
Confundi e continuo confusa. Criei uma história sem propósito e quando olhei para o que havia criado percebi que a consequencia era real.
E foi dessa realidade que eu fugi, tentei esquecer e prometi guardar.

Outra vez...

Outra vez eles tentaram, não recomeçaram, pararam de onde tinham terminado e terminaram da onde já não tinha história.
Foi, é e sempre será. Sem magoas, sem saudade, sem vontade.
Voltou sem o coração apaixonado, sem o desejo cego. Voltou porque precisava de ponto final e de ser marcado na história.
Não deixou dor, deixou lembrança e vontade de algo novo. De frio na barriga, de carinho no braço e de abraço.
Foi embora ensinando o beijo de boa noite, o toque de pele e o sono compartilhado.
Sem pensar foi despedida e só se despede do que foi bom...
Deram tempo ao tempo diversas vezes. Deram prazo para o querer. E assim foi, uma paixão comedida, uma amizade colorida.
Sentimento que não mudou, se transformou em algo que não é mais meu e tão pouco dele. É nosso sem precisar revivido.
Foi a demosntração do que precisava acontecer, do que queria ser. Deu lugar para novas vontades, para outros contos e para outras esperas.
Uma história que não acaba no ponto final. Da continuidade de outra forma, com outros personagens, com outros sentidos. Que deixou um vazio tão pleno que foi através dele que pude preencher com um novo querer.

Janeiro

Fogos de artifício, lá está ela, olhando o céu e fazendo um pedido.
Ondas beijando a praia  e os dois se encontram, ou se reencontram, sem saber que já haviam marcado este encontro a um ano atrás. Só não haviam combinado de se querer e foi assim que se iniciou o ano, um ano de mãos dadas, de abraços com vontade, de beijos com desejo e de carinho sem pretenção.
Música ao fundo, gente com esperança no novo. Foi sem querer que esta simples cena marcou o ano em que ela percebeu que no vazio ela não se acha e ainda perde quem procura.
Nascer do Sol fazendo carinho no horizonte pintado pelo mar. O dia começou, iluminou e então, sem a pretenção de definição, ela soube que este seria um ano de procuras, vontades e saudades....

sábado, 24 de dezembro de 2011

Véspera de Natal.
Dia de ruas vazias e de casas cheias. Cheias de esperança, união...
Chegou o dia da Nostalgia, de uma tristeza que vem sem ter motivo, mas que dá pontadinhas no coração e deixa um nó na garganta.
Dia de reviver e de relembrar. Dia de ter saudade de abraços que deixamos escapar, de despedidas que não conseguimos dar, de beijos que não sairam da memória, de amigos que fizeram parte da nossa história.
Noite de abraçar quem a gente não quer deixar escapar, noite de receber quem a gente não quer que vá embora. Pelo menos não agora, não tão cedo. Noite de beijos com sabor de cereja, de amigos que fazem a nossa história.
Dezembro com suas noites iluminadas, com momentos que viram tatuagem em nosso querer.
Hora de fechar os olhos e pensar no que valeu a pena, no que vale a pena. E sinceramente tudo valeu a pena nesse ano que chega ao fim. Sem culpa, sem receios e com muita saudade de tudo que alimentou o que hoje é a minha fome de mais! Muito mais!
Ainda não é hora de despedidas, é hora de guardar com carinho cada gesto, cada sentimento, cada frio na barriga que me acompanhou até agora.
Ainda é tempo de correr para a casa da minha avó, de montar a árvore de natal  de esperar dar meia noite. Ainda é tempo de pedir e de ter esperança. E eu espero, já esperei tanto e continuarei esperando. Porque se a cada espera eu tiver a resposta que tenho tido..é porque vale a pena.
Feliz Natal e que a árvore da esperança continue dando frutos, continue guardando os que já viraram flor e que enraize a minha certeza de que não há nada melhor do que um abraço bem apertado, uma boa surpresa, um beijo sem culpa, um carinho doce e o presente de saber que se é presente na vida de alguém!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Me conte uma história diferente de todas as outras...
Me explique o que o clichê não pode responder.
Parece que acordei em outra realidade e nela não encontro quem estava antes presente. Está tudo fora do lugar ou finalmente eu tenha percebido que é deste lado que eu quero estar.
Quero conhecer a fábula doce de um mundo querido.
Das minhas mãos, que nasceram cegas e que sempre procuraram tocar o outro para poder decifrar o que meus olhos escondem, nasceu a sensibilidade de sentir.
Que a minha inocencia não seja pobre, mas que de novos olhos a mentira.
Então aparece o que esteve sempre ao meu lado, calado e me mostra sem pesar que não é aqui que eu quero ficar.
Sabe quando você percebe que todos os caminhos te levam para o mesmo lugar? Pois é...Tem sempre algo em mim que diz "Não é você" e tem sempre algo que me faz pensar "não agora..."
Me entrego ao vazio e ai aparecem aqueles que são completos e então o oposto ao invés de me atrair me faz fugir...
Sinto muito, mas nesse mundo de faz de conta eu não pertenço e se me acham louca penso que talvez a loucura seja a realidade e que este mundo é vazio demais para o meu querer.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Quando chega a noite e você pode parar para pensar. No que você pensa?
Observo minhas marcas no espelho. O que é que eu faço com as cicatrizes do tempo?
E eu que nunca quis querer tanto assim, hoje quero só um pouquinho ir além de mim.
Me debruço no abismo da liberdade. Que medo de pular!
A todos eu me despeço sem saudade, sem vontade. Que nada se repete e a ninguém compete pedir o que o tempo não pode reter.
Amores loucos, brandos, sussurros de vontade. Cansei de ser especial, hoje quero ser real. É sendo real que sou imperfeita, é sendo real que sou tocada e é sendo tocada que posso ser amada. Me faz pequena em seus braços, me faz grande em sua vontade. Que eu não sirvo mais para ser personagem da sua idealização. Me toma sem pensar...
O tempo bate em minha porta e deixa sempre o mesmo recado "Já é tempo". Então que venha o tempo, que ganhe o tempo que eu perdi achando que estava construindo o tempo de nós dois.Aceito não revelar nossos segredos e deixo em paz o passado. Bem vindo ao meu mundo real.
Voltei ao tempo procurando o que já foi querido e assim me dou conta de como estou em falta com o meu querer. Prometo cada beijo dado ser guardado e que o esboço do meu sorriso é a futura história da nossa vontade.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Retrospectiva de um ano que não terminou...

Relembrar, reviver...se refazer.
Paciência...paciência é isso que escuto a todo tempo, é isso que pedem a todo momento.

Doze meses já se passaram. O que realmente valeu a pena?
De onde vem essa calma que pouco a pouco me consome e me diz: paciência?
Chegou a madrugada para me acordar dos sonhos loucos que vivo.
Chega de adeus, chega de saudade.
Ano de caminhos tortuosos, de obstaculos criados por mim mesma. Ano de beijos dados, de beijos esquecidos, de beijos calados. Este ano pede pontos finais, sem reticencias, sem virgulas.
Este ano pede para terminar histórias, romper-se laços e quebrar paradigmas.
Tem sido, sem pretenção de ser, um ano sem igual, sem comparação.
Sobrou tanta coisa para se dizer...
Chega a hora de fechar agendas antigas e de parar de andar em circulos.
A solidão invadiu e me fez descobrir o que a tempos eu finjo não ver...gosto de gostar.
A doença chegou, mostrou que meu porto seguro se abala também...Me fez ver de onde vem a força e quem é que me dá chão quando eu não tenho aonde pousar.
Vou colecionar esse ano em retratos de brigas internas, de descobertas e principalmente por ter sido um ano meu...Minhas dores, meus amores, meus desamores, meus aprendizados, meus ensinamentos.
Falta pouco para acabar um ano que durou uma eternidade...
Que todos os desencontros que tive sirvam para um grande encontro. Que a minha saudade não seja mais frágil a ponto de não ser controlada.
Começo lentamente a me despedir de histórias já sem peso e com pesar digo adeus a decisões que me pesaram na alma.
Ah ano bom, ano que parece não ter fim e que mesmo assim poe fim em tanta coisa. Ano de começos e de certezas. Tenho a certeza de muita coisa que antes eu escondia e como é bom poder decidir o que quero e como quero.
Este ano me pediu paciencia e me mostrou que o tempo refaz o que se desfez...Calma, que se encontra o que se perdeu...que volta o que se foi. Novas tatuagens marcadas na lembrança e cicatrizes feitas no meu querer. Ano meu, não acabe não porque eu ainda tenho planos demais para nós dois...

Seguidores